quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Opinião: "O Quebra-Montras" de Ana Luiz

Opinião:
Neste livro vemos uma personagem que, incrédula, verifica que é ele próprio que tem vindo a praticar uma série de pequenos delitos, nomeadamente quebrar montras. Conforme a narrativa avança, vai-se itensificando o mistério. Mesmo quando sabemos que quebra as montras o mistério continua, pois não sabemos ainda porquê.
Um livro pequeno e fácil de ler, ideal para um serão bem passado.

Sinopse:
Pedro era uma pessoa pacata que levava uma vida sossegada. Longe de ser perfeita ou de ser aquela que idealizara, a sua vida estava muito arrumadinha. Construíra uma fortaleza de rotinas que protegiam o seu ritualizado dia-a-dia. Até que um dia, uma ação irreflectida veio mudar tudo. De repente Pedro vê-se envolvido numa espiral de acontecimentos. Um verdadeiro turbilhão emocional apodera-se dele e vira a sua vida do avesso. Estará Pedro à altura dos acontecimentos?

Título: O Quebra-Montras
Editora: Pastelaria Studios
Autora: Ana Luiz
ISBN: 978-989-8629-42-5
Nº páginas: 87

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Andanças para a Liberdade" de Camilo Mortágua

Através da memória do autor ficamos a conhecer andanças de desespero e esperança, e algumas das estórias dos combates contra a ditadura, num inesperado contributo para a História da luta dos portugueses pela Liberdade e pela Demo­cracia.

Volume I: 1934-1961 | De Estarreja ao Santa Maria
Volume II: 1962-1977 (no prelo) | Do Santa Maria ao 25 de Abril… e o que aconteceu depois

Partindo de uma aldeia portuguesa da Beira litoral, estas “Andanças” atravessarão mares e continentes, em viagens de ida e volta. Nos dois volumes desta obra dá-se conta, nomeadamente: do derrube da ditadura venezuelana e das solidariedades com a revolução cubana; da concepção, prepa­ração e execução do assalto ao Santa Maria; da ascensão e queda de Jânio Quadros e da implantação da ditadura militar no Brasil; do assalto ao quartel de Beja e da campanha de Humberto Delgado para a Presidência da República; de certos «mistérios» relacionados com os primórdios da guerra colonial; da preparação e execução da operação VAGÓ (desvio do avião da TAP a partir de Marrocos); das misérias e dos desânimos de quem não se conformava, e das traições entre militantes; da oposição do PCP à luta armada; da preparação e exe­cução do assalto ao Banco da Figueira da Foz e do subsequente apa­recimento da LUAR; dos percursos de muitos dos nossos “líderes” de hoje nesses tempos de Medo e Resistência…

SOBRE O LIVRO:
“Estas «Andanças» de Camilo Mortágua, para além de nos oferecerem uma visão global dos tempos da Ditadura Salazarista, remetem-nos para três valências (3Ms) que no contexto da obra assumem especial relevância: 1) A Metáfora das raízes: não há cultura válida sem ligação às origens; 2) A Mestria da arte de contar: pelo expressivo visualismo que se traduz numa escrita feita de oralidade; 3) O Mito das utopias: daquelas que afinal se tornam possíveis e realizáveis…”, José Rabaça Gaspar

SOBRE O AUTOR:
Camilo Mortágua
Entre os inimigos de Salazar que lutaram de armas na mão contra o Estado Novo destacam-se dois homens: Camilo Mortágua e Hermínio da Palma Inácio ― os últimos revolucionários românticos. A eles se devem os golpes mais espectaculares que abalaram a ditadura. Mas a história da acção directa contra o regime há-de reservar a Camilo Mortágua um capítulo muito especial: participou na Operação Dulcineia, em Janeiro de 1961, comandada pelo capitão Henrique Galvão e inspirada pelo general Humberto Delgado ― o desvio do paquete português «Santa Maria», que seria o primeiro acto de pirataria dos tempos modernos. Mais tarde, com Palma Inácio e outros companheiros, fundaria a LUAR.
Nos últimos anos tem trabalhado na concepção e implementação de programas e projectos de desenvolvimento local, assim como na mobilização de pessoas e grupos socialmente desprotegidos e na animação e organização de comunidades em risco de exclusão.
Presidente da DELOS Constellation, Association International pour le Developpement Local Soutenable (1994-2002). Presidente da APURE, Associação para as Universidades Rurais Europeias. Grande Oficial da Ordem da Liberdade da República Portuguesa.

Este livro foi publicado com o apoio de:
ADRACES – Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul
APURE – Associação para as Universidades Rurais Europeias
Câmara Municipal de Alvito
Câmara Municipal de Estarreja

domingo, 6 de outubro de 2013

escritaria - Mário de Carvalho

Escritaria, em Penafiel, é dedicada a Mário de Carvalho. Saiba mais aqui.


Escritaria

Vataça, a favorita de D. Dinis de Francisco do Ó Pacheco


Vataça Lascaris nasceu na Ligúria, mais concretamente, em Ventimiglia, perto de Génova, filha do Conde Guillermo Pedro e de Eudóxia Lascaris, cerca de 1268. Vataça Lascaris, a que a História de Portugal chamou, não poucas vezes, Rainha e Princesa da Grécia, foi sobrinha do último Imperador de Niceia, João IV Lascaris, deposto e aprisionado em 1261, quando o imperador bizantino Miguel VIII Paleólogo, após a conquista de Constantinopla, pôs fim ao império de Niceia. Por razões que a História não apurou, mas que a mente dos homens se encarrega sempre de explicar, Eudóxia Lascaris seria repudiada por seu marido e expulsa de Ventimiglia, com seus cinco filhos. Acolhidos então na Corte de Pedro III de Aragão, Vataça torna-se amiga íntima de Isabel, que acompanhará, mais tarde, para Portugal, quando da consumação do casamento de Isabel com o rei D. Dinis, em 1282. O prestígio dos Lascaris nas Cortes europeias irá servir ao rei de Portugal para várias relações diplomáticas: - Entre Portugal e a Galiza, casando Vataça Lascaris com Martim Anes de Soverosa. Mais tarde, enviando Vataça Lascaris para a Corte de Castela, como camareira-mor de sua filha Constança, quando esta desposou, em 1302, o rei de Castela, Fernando IV. E, obviamente, mantendo uma constante ligação a sua mãe e a seus irmãos, na Corte de Aragão. A pedido de Eudóxia, sua mãe, Vataça regressará a Constantinopla e a Niceia, em busca do tesouro dos Lascaris, mais precisamente, de dois objectos sagrados – a Cruz do Santo Lenho e a Cabeça-Relicário do Papa Fabiano. Após a morte de D. Constança, em 1313, regressa, por mar, a Portugal. Quase que naufraga perto de Sines, onde, em consequência, manda erigir uma capela, em honra de Nossa Senhora das Salvas.  D. Dinis, pelos relevantes serviços prestados à Coroa, outorga a Vataça Lascaris as comendas de Santiago do Cacém e de Panóias, nos Campos de Ourique. A grandiosa obra da Comendadora nas terras das suas comendas torna-a querida das populações alentejanas. Oferece a Cruz do Santo Lenho à igreja matriz de Santiago do Cacém, onde se encontra, e a Cabeça-Relicário do Papa Fabiano à igreja matriz de Casével, actualmente, na Basílica Real de Castro Verde. Vataça Lascaris faleceu em 1336 e encontra-se sepultada na Sé Velha de Coimbra, num túmulo ladeado com as armas dos Lascaris – as águias bicéfalas.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Onde o sol não chega de Paula Rodrigues

Sinopse: No âmbito da sua dissertação de mestrado, a qual esteve na origem do livro Vidas na Mina: Memórias, Percursos e Identidades (Celta Editora, 2005), a autora privilegiou a «narração biográfica» como principal ferramenta de observação da comunidade mineira do Lousal, tendo recolhido várias histórias de vida que constituem um valioso registo do passado.
Contadas na primeira pessoa, este balanço de uma vida inscreve-se na identidade da comunidade do Lousal e é indissociável de uma cultura da oralidade, irrepetível e da qual estão praticamente ausentes outros suportes mnemónicos.
Esse material constitui a matéria-prima e o objeto deste novo projeto da socióloga Paula Rodrigues, que interessará não só aos cientistas sociais mas também ao público em geral, atraídos pela descoberta de pessoas que se tornam tangíveis, têm nome próprio e um quotidiano na família, na mina, com os amigos, revelado aos poucos perante o leitor, com as suas práticas, as suas representações, os seus afetos, os seus medos, os seus projetos.

Edição/reimpressão:
Páginas: 216
Editor: Alfarroba
ISBN: 9789898455703

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

SPA e Guerra e Paz dão início a coleção conjunta com Urbano Tavares Rodrigues

Acontece amanhã, 1 de outubro, pelas 18.30, a apresentação de Urbano Tavares Rodrigues: O livro aberto de uma Vida ímpar, obra que inaugura uma colaboração entre a Sociedade Portuguesa de Autores e a Guerra e Paz  e dá início à coleção «o fio da memória». A apresentação terá lugar na sede da SPA. O livro está à venda desde o dia 26 de setembro.

A SPA e a Guerra e Paz Editores planeiam editar cerca de quatro livros por ano nesta coleção, tendo divulgado que os próximos títulos da coleção serão entrevistas de vida e obra ao ensaísta Eduardo Lourenço e ao artista plástico Cruzeiro Seixas.
 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

X Feira do Livro de Marvão

Feira do Livro webO Município de Marvão convida-o a visitar a X Feira do Livro, que decorre de 4 a 14 de Outubro, na Casa da Cultura – Câmara Velha, entre as 9h30 e as 17h30. Na sexta-feira, dia 4, pelas 10h, o certame arranca com a apresentação do livro “A Fábrica do Tempo”, e uma sessão de autógrafos com a escritora Sílvia Alves.
  Esta Feira já faz parte do cartaz cultural do concelho, e pretende fomentar hábitos de leitura entre os marvanenses e os milhares de turistas que nos visitam durante o Festival Islâmico Al Mossassa, a decorrer em simultâneo, de 4 a 6 de Outubro.
 
(daqui)

sábado, 28 de setembro de 2013

Casa das Glicínias de "Lains de Ourém"

«A casa das Glicínias, território de afecto e ternura, dor e desencanto, amor e saudade, dádiva e apelo, é um belíssimo livro de poesia. O seu autor, ser humano fabuloso, mas real, abre-nos a sua intimidade e, corajosamente, mostra-nos que de facto é um homem, continente de emoções, que se comove, enternece e ri, determinado a agarrar a vida, optando por construir futuro com os alicerces da beleza, coragem, solidareidade, amor e, sobretudo, de memória, muita memória.
(...)
Adormece com os cantares solidários dos camponeses do sul, nos seus trajes lindos, que ainda conservam gravada a ferros a tristeza pela destruição do sonho Reforma Agrária. Se pudéssemos ir além desta espécie de aldeia gaulesa onde nos abrigamos, os que já hoje partilhamos tantas coisas boas, se pudéssemos ensinar a cada ser humano o Caminho das Aves. Se pudéssemos...»
Do Prefácio
de Pedro Namora

Título: Casa das Glicínias
Autor: Lains de Ourém (António Lains Galamba)
Edição de autor
ISBN: 978-989-20-4025-7
81 páginas