sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Livro de Paulo Monteiro candidato a prémio em França

 Retirado de: Correio do Alentejo

O livro de banda desenhada O amor infinito que te tenho e outras histórias, de Paulo Monteiro, director da Bedeteca de Beja, está nomeado para três prémios em França.
O livro, já premiado em Portugal, foi lançado em Junho pela editora Six Pieds Sous Terre com o título L'amour infini que j'ai pour toi, tendo recebido críticas favoráveis por parte dos media especializados e de alguns jornais generalistas, como o "Le Monde".
A obra de estreia de Paulo Monteiro está nomeada para melhor banda desenhada em três prémios distintos: "Prix Sheriff D’or 2013", atribuído pela livraria Esprit BD (de Clermont-Ferrand), "Prix Bulles De Cristal 2014", criado pela livraria Ange Bleu, a sul de Paris, e "Prix Lycéen De La Bd Midi-Pyrénées 2014", indicado pelos estudantes das escolas da região dos Pirinéus.
Paulo Monteiro, nascido em 1967, que dirige o festival de banda desenhada de Beja, reuniu naquele livro 10 histórias feitas entre 2005 e 2010, que versam, de uma forma poética e desassombrada, sobre o amor e a sua impossibilidade.
Com selo da editora Polvo, o livro foi eleito o melhor álbum de banda desenhada de 2011, pelo Festival Internacional Amadora BD.
Para primeira obra, depois de participações em fanzines, Paulo Monteiro reconheceu que não podia estar mais feliz com o livro, já traduzido e editado em França, Espanha e Polónia.
Em 2014, o livro sairá no Brasil, Reino Unido e na Sérvia e, em 2015, deverá chegar à Coreia do Sul, com capas diferentes da edição portuguesa.
A internacionalização do livro de Paulo Monteiro, que não tem acontecido com esta intensidade na banda desenhada portuguesa, deveu-se a contactos feitos pelo autor, pela editora, mas também pelo "passa-a-palavra" depois da edição em França, um mercado exponencialmente maior do que o português.
Paulo Monteiro está a trabalhar numa segunda obra, que só deverá ser editado em 2015 ou 2016: "Devo acabar a escrita em Janeiro ou Fevereiro. Demoro muito, porque gosto muito do meu trabalho, gosto muito do que faço em Beja e, depois, o tempo que me sobra nem sempre é para escrever e desenhar".
Actualmente, Paulo Monteiro tem parte da sua obra exposta na galeria Mundo Fantasma, no Porto, numa exposição conjunta com a ilustradora e autora de banda desenhada Susa Monteiro.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Especial Natal

O Natal está a aproximar-se e um livro é dos melhores presentes que se pode dar alguém. Deixem de parte o argumento dos bens essenciais, porque que tem faltas também tem direito a livros, a cultura e a lazer.
Este post pretende dar algumas sugestões de livros que podem oferecer no Natal. Não significa que os têm de comprar todos! Até pode ser que consigam algum por troca. Ou que fiquem curiosos e o vão buscar à biblioteca para ler.


Perdidos é a saga escrita pela autora de Alcácer do Sal, Rute Canhoto, e que conta já com dois volumes: Perdidos e Esquecidos. A trama passa-se na cidade natal da autora, e a protagonista é uma jovem adolescente que entra em contacto com uma realidade fantásitca. E mais não conto. Para os fãs de fantasia. Para mais ver o site da autora.


Para os amantes do humor A minha boca parece um deserto, o mais recente livro do humorista e contador de histórias Jorge Serafim.

Stories do Alentejo é uma colectânea de contos coordenada por Luis Miguel Ricardo e publicada pela Lugar da Palavra. Conta com as participações de Antónia Luísa Silva, Dora Gago, Fernando Évora, Joaninha Duarte, José Teles Lacerda, Luís Miguel Ricardo, Manuela Pina, ;Maria Ana Ameixa, Maria Morais, Miguel Brito de Oliveira, Miguel Morais e Vítor Encarnação.
Stories do Alentejo é um projeto editorial (livro), inserido na valência de «Literatura de Viagens», que tem por principal objetivo a promoção do Alentejo (nas vertentes: paisagem natural, arquitetura, tradições, gastronomia, canto e falares) através da magia do conto contado por contadores alentejanos de reconhecido mérito. Saiba mais aqui.

Outra colectânea de Contos, desta vez promovida pelo Clube dos Poetas Vivos - Admira. Todos os contos versam sobre o Sudoeste Alentejano, em particular sobre o eixo Zambujeira do Mar – São Teotónio, localidades do concelho de Odemira, onde o Clube dos Poetas Vivos promove tertúlias. Conta com as participações de: Luís Miguel Ricardo, João Pedro Duarte, José Teles Lacerda, Fernando Évora e Vítor Encarnação.
Veja aqui a minha opinião.


A Dobra do Crioulinho, de Luis Carmelo e publicado pela Quidnovi é o primeiro romance de uma trilogia que quer olhar para o Portugal mais profundo, leva-nos numa viagem até uma vila que é como um túmulo, cercada pelo mármore, com uma biblioteca à espera de livros, uma livraria de respeito para qualquer bibliófilo, uma barragem de ar trágico e personagens propensos a se deixarem tocar pela loucura.
Saiba mais aqui





 Os Demónios de Álvaro Cobra, de Carlos Campaniço, foi Prémio Literário Cidade de Almada e editado pela  Teorema.
Ao ficcionar uma aldeia alentejana em finais do século XIX - na qual judeus, árabes e cristãos andam às turras e os mitos ganham terreno à realidade -, Carlos Campaniço oferece-nos uma galeria de personagens inesquecíveis, que vão de um anarquista à dona de um bordel ambulante, e recicla de forma original o realismo mágico para revisitar as virtudes e os defeitos das pequenas comunidades rurais do nosso Portugal.









































Exposição em Aljustrel sobre Manuel Ribeiro



Uma exposição com documentos inéditos do espólio do escritor baixo-alentejano Manuel Ribeiro pode ser apreciada a partir desta segunda-feira, 2, na vila de Aljustrel.
A exposição "Manuel Ribeiro, o trabalho e a cruz", que vai estar patente ao público até 30 de Dezembro, na sala polivalente da Biblioteca Municipal de Aljustrel, resulta da homenagem que a Biblioteca Municipal de Beja quis prestar ao escritor, que nasceu em Albernoa.
Através da exposição, que tem vindo a ser divulgada em várias bibliotecas, são dados a conhecer "documentos inéditos do espólio de Manuel Ribeiro" e dos quais a Biblioteca Municipal de Beja é fiel depositária, explica a Câmara de Aljustrel.
Poeta, romancista, jornalista, activista político e também um dos mais destacados militantes anarco-sindicalistas da Primeira República, Manuel Ribeiro foi um dos precursores do neo-realismo e um dos primeiros a introduzir na literatura a linguagem e as vivências da cultura alentejana, refere a autarquia.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Feira do Livro da Biblioteca Municipal João Dubraz

Notícia de: Rádio Campo Maior

Começa ontem, dia 3 de dezembro, a Feira do Livro da Biblioteca Municipal João Dubraz, em Campo Maior.
O evento decorre até ao próximo dia 7 de dezembro e tem agendadas várias atividades, tendo sempre o livro como pano de fundo.
A abertura da Feira do Livro é hoje, às 16h30, e às 21h há serão de contos.
Amanhã, quarta-feira, dia 4, várias escolas visitam a feira para encontros com a escritora Sílvia Alves, seguindo-se peças de teatro.
Na quinta-feira, dia 5, há atividades para crianças de vários colégios e na sexta-feira, dia 6, apresenta-se o livro de Jorge Serafim “A minha boca parece um deserto”.
Finalmente no sábado, dia 7, é a vez da autora Carminda Contradanças ler contos e de Diogo Teixeira apresentar o seu livro “Sebenta esquecida, de Tomé cabeça na lua”.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

"Amor e Liberdade de Germana Pata-Roxa" de Fernando Évora

Gostei muito de ler este livro, que se trata de um conjunto de contos com referências a lugares que tão bem conheço e com os quais me identifico, no Alentejo e Algarve, sendo que ler estes contos foi um modo de recordar estes locais e de reviver as suas histórias e costumes.

Passo à crítica a cada um dos contos:

- Cérebro.
No fundo, uma ironia. Neto cientista de um outro cientista, sem nostalgia pela presença do avô num momento alto da sua carreira. Mas talvez seja mesmo melhor o avô estar morto e nunca ficar a saber a descoberta do neto, que alimenta ideologias opostas às suas, mas que afinal derivaram das ideias do avô.

- Caricas Roxas.
Episódio cómico da infância, onde se vê entrelaçar a narrativa com os acontecimentos dos anos 70 em Portugal, sem deixar de transmitir sentimentos de infância que são intemporais.

- Na casa da dona Alzira.
Antigos inquilinos de uma casa reencontram-se, sendo que tal serve para contar um pouco do tempo que partilhavam casa e um pouco dos seus destinos depois disso.

- Natal.
Um conto de Natal com alguns clichés mas que é delicioso: por ter muito humor, personagens castiças, situações caricatas. E uma epifania final, natalícia, claro.

- Liberdade.
Há tanto tempo que não me ria tanto a ler... O conto é uma união perfeita entre encontros e desencontros amorosos de um apaixonado a agir como um típico tonto "emburrecido" e um conjunto de aspectos e identificáveis para que conhece Vila Real de Santo António e Monte Gordo. Sempre com bom humor, excepto mesmo no final, que destoou um pouco com o conto.

- Sucesso.
Através das suas recordações de infância ficamos a conhecer o inesperado percurso de vida de um colega seu. Não esquecer o testemunho histórico e de cultura regional que o conto é.

- Epílogo.
Filosófico e com reflexão, faz ligação aos contos anteriormente, se bem que às vezes de forma forçada.

Amor e Liberdade de Germana Pata-Roxa
Esfera do Caos, 2012
978-989-680-070-3
Amor e Liberdade de Germana Pata-Roxa é um quase livro de contos, que se fundem num final surpreendente. Contos que foram escritos ao longo dos anos, desde 1999 a 2012. Poderemos encontrar aqui os premiados "Caricas roxas" e "Na casa da Dona Alzira", únicos que haviam antes sido publicados na revista "sublimis". Todavia é nos restantes, inéditos, que melhor encontramos a marca do autor. Uma galeria de personagens divertida e, simultaneamente, inquietante.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"Memórias de uma mina - Rossio de S. Sebastião" de Miguel Rego


No local onde aos vinte dias do mês de Janeiro decorre a Feira do Pau Roxo funcionou, durante quase cem anos, a mina do Rossio do Santo, ou de S. Sebastião. Dali se extraiu galena e chumbo durante alguns anos e barite, ou barita, ao longo de mais de sessenta anos. Tendo funcionado até 1962/1963, da mina do Rossio do Santo hoje pouco mais resta que umas escassas memórias de alguns trabalhadores. Em particular dos mais jovens que ali começaram a trabalhar com onze, doze, treze anos. São algumas dessas memórias que nos são trazidas por alguns desses antigos mineiros do Rossio do Santo que serão mostradas em Entradas, no Museu da Ruralidade.

Esta edição, da responsabilidade da Câmara Municipal de Castro Verde e da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, S.A., foi editada no âmbito do Programa de Cooperação Transnacional Atlanterra, e dá a conhecer parte da realidade mineira do concelho de Castro Verde, evocando a memória de uma comunidade e uma parte da sua história com mais de 150 anos.