domingo, 2 de fevereiro de 2014

450 livros "saem" das prateleiras da biblioteca

Fonte: Município de Monforte

Para além de inúmeras outras intervenções que a Biblioteca Municipal de Monforte tem tido ao longo dos seus 19 anos de existência, comemorados recentemente, é a proximidade que sempre manteve com a comunidade escolar do concelho que mais contribui para distinguir a sua atividade.

phoca thumb l 018-450-livros-saem-das-prateleiras-da-biblioteca-132Essa relação entre a Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas do Concelho de Monforte consolida-se, essencialmente, através da realização de múltiplas iniciativas dirigidas às crianças e jovens que frequentam os estabelecimentos de ensino pré-escolar e dos 1º, 2º e 3º Ciclos, abrangendo igualmente, em muitas situações, os bebés e crianças da Creche da Santa Casa da Misericórdia de Monforte.

“Ao teu colo oiço um conto” e “Dar Vida aos Livros” são duas dessas iniciativas. A primeira destina-se a proporcionar às crianças de colo os primeiros contactos com os livros, suscitando-lhes a curiosidade por esse mundo mágico da leitura, enquanto “Dar Vida aos Livros” envolve os restantes alunos dos referidos ciclos do Ensino Básico.

Todos os meses compreendidos pelos períodos correspondentes aos anos letivos, técnicos da Biblioteca deslocam-se aos estabelecimentos escolares para fazer a leitura de uma história, normalmente encenada, e onde entregam uma mala de madeira que contém obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura e que poderão se requisitadas ao longo desse mês.

Por outro lado, e sendo uma atividade itinerante, um dos principais objetivos destas iniciativas é aproximar as crianças das freguesias rurais do Concelho, mais isoladas, proporcionando-lhes uma forma para que possam usufruir das valências oferecidas por esse serviço do Município de Monforte sem terem que deslocar-se à sede de Concelho.

Ao todo, são 450 os títulos das histórias que saem das prateleiras da Biblioteca Municipal de Monforte e que, assim, se dão a conhecer a dezenas de crianças que, em casa, as partilham com os seus pais, irmãos, avós.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

"Deste temporal de (te) amar" de Filipe Chinita

́ um novo longo poema.romance / – quase – a uma só voz / em vários ritmos / e tempos / que uno se quer / na diversidade que o compõe. / a vida aos 21 anos. entre janeiro e setembro de 77 / entre moscovo.leninegrado.kiev / berlim.alentejo.lisboa. / o amor e a lenta aprendizagem / da ausência.da saudade / da dor.da solidão / da ternura / do desejo – apesar da distância – / sua (in)experiência.e circunstância(s) / sonhos.e visões do mundo / palavras.e silêncios / nesse crucial / ano 77 // . // um jovem de 21 anos / que (como) se balanceia a si próprio. / à luz do seu passado. de todo o passado humano. / à luz de dois semestres de materialismo / histórico e dialéctico / que está prestes / a terminar. / à luz do inesperado amor na urss vivido / de uma grandeza que não julgava poder existir. / e decerto maior e único porque lá ocorrido. / à luz do fulgurante ano – de setembro a setembro – / em que – quase – tudo / o que na vida há / lhe vem a / braços. / aos seus ainda tenros braços / de combatente / e amante // . // fj



O AUTOR:
Filipe Chinita nasceu na quinta dos pretos em 11 de novembro de 1955, e cresceu na aldeia/vila de Escoural concelho de Montemor‐o‐ Novo publicou em 2009 os seus dois primeiros livros de poesia: o poema gente povo todo o dia, e a duo com manuel gusmão, cantata pranto e louvor, em memória de casquinha e caravela, que nos elucidam quanto à sua umbilical ligação com o alentejo, a luta anti‐ fascista, e o tempo em que foi revolucionário a tempo inteiro, entre 1974 e 1980 em 2012 publicou na editora colibri do tamanho das nossas vidas, escrito a duas mãos, em moscovo, em 1976, onde se encontram inscritos aqueles que foram os primeiros poemas que guardou mas também maior é o povo aqui é campo maior na página a página, 2o volume do tríptico sobre o alentejo a revolução e a reforma agrária, que gente povo todo o dia inaugurou e que chão e povo além do Tejo breve fechará publica‐se agora nesta mesma editora colibri deste temporal de (te) amar continuação temporal de do tamanho das nossas vidas fazendo cair o pano sobre o tempo de moscovo tem ainda fechados para editar dois outros livros, de cariz diverso que se ainda contemplam o alentejo dele simultaneamente se libertam 3º andar jardim suspenso e leonor leononoreta

Editora Colibri

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"Terra da Paciência" de Francisco Ceia


«(...) Anda lá, desembucha, palerma... senão levas outra! Foi a rabuja do sargento, já de mão no ar, perante a estupefacção do bispo, e do acólito. Sancho pigarreou... como se a espinha de um peixe do mar, que nunca vira, e o mais certo seria, jamais lhe pôr a vista em cima, sentir na sua orla, o formigueiro das areias quentes na planta dos pés, receber os salpicos das ondas... talvez aqui neste relato, e por enquanto, que a vida dá muitas voltas, sabe‐se lá... assentasse melhor, no engasgo do lanceiro, metáfora condicente com a personagem... olha, carocito de azeitona... seja, faça‐se a vontade ao livre arbítrio, de quem encena estas peripécias, em admiráveis ermos interiores... na terra da paciência. (...) (...) Na terra da paciência, hão‐de outro dia, estar dedos calejados e hábeis, encanastrando a prestimosa cestaria... cúmplices, uma vida inteira, de outros, femininos, curvos e doridos... que, neste preciso instante... de aflijo e segredo, seguram firmes o caldeiro, e vão derramando devagarinho, água fervente, na meia barrica, para tempero da que lá habita, pois sendo ela tão escassa, há que lhe dar o melhor proveito: Aonde já se viu...? ... aonde... ? ... com este bafo apertando a noite... tem a quem sair friorento, o rapaz... bom, bom... mais outro caldeirinho igual a este, e vai ter água morninha pelas barbas... anda, vai chamá‐los, e despacha‐me esse fogareiro, quero tudo queimadinho... ah... não te esqueças, traz a farpela que os moços vestiam... aqueles camisotes... cor do vinho estragado... marcha tudinho... farrapito, percevejos, pulgas e restante bicheza... nem um se salva, nem um...!. (...)»

Francisco Ceia é natural de Portalegre. Em 1976 frequenta o curso de teatro e inicia a sua carreira artística como actor profissional no CENDREV – Évora. Em Janeiro de 1980 funda, em Portalegre, a Companhia de Teatro profissional «Teatro do Semeador». Compõe música para teatro e participa como actor em peças para a R.T.P. A convite desta estação é o pivot da série “A Casa do Mocho Sábio”, onde conjuga o trabalho de actor, músico e autor das canções e genérico do programa. Em 1995, a convite da Companhia de teatro do Porto «Seiva Trupe», integra o seu elenco no musical “Ópera do malandro”, de Chico Buarque. Em Maio de 1997 participa em Cáceres, no Festival Internacional da
World Music, “WOMAD”, e, em 1999, no 36.o R.T.P. da Canção.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Entrevista a Paulo Monteiro

Entrevista a Paulo Monteiro, no i.

"The Jackal" de Afonso Gaiolas


Quanto valem oito anos da sua vida?

Quanto valem todos os seus pensamentos, sobre todos os temas, correndo todos os riscos inerentes à crueldade e perenidade da escrita?

Quanto vale um projeto de vida de criar três vidas?
Até onde estaria disposto a expor-se... por eles... para eles?

Questionar-se-á, hesitará em formular um esboço de resposta...

Estas indefinições queimá-lo-ão por dentro... enquanto, mas sobretudo depois de ler e reler este ato voluntário de entrega absoluta à família em forma de livro.

Transformar-se-á, mais cedo que tarde, para que chegue enfim a sua vez de anunciar um dia quetambém a suafoi a mais bonita história de amor, criação e evolução jamais vivida...

... pois só então as horas pararão de o queimar.



O autor, Afonso Miguel dos Santos Gaiolas, nasceu a 28 de Abril de 1975, em Lisboa. Uma infância feliz em Almodôvar moldaram a sua formação social e intelecutal, fazendo-o identificar-se profundamente com toda a região alentejana e os seus valores culturais.
É licenciado em Ciências Militares Aeronáuticas e piloto-aviador pela Academia da Força Aérea Portuguesa. Tem voado, ao longo da sua carreira em várias aeronaves militares, das quais se destacam o Alpha-Jet e o F-16AM Fighting Falcon.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Prémio para novo livro de António José Brito

notícia do Correio do Alentejo

O livro 30 Anos de Jornais no Baixo Alentejo, de António José Brito, antigo director do “CA”, foi distinguido pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS).
O livro foi galardoado com um apoio financeiro destinado à sua edição no valor de 1.500 euros no âmbito do incentivo à investigação e à edição de obras sobre comunicação social depois de avaliado por um júri formado pelo jornalista Pedro Rolo Duarte, pelo presidente da Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, Jorge Veríssimo, e pelo jurista Miguel Freitas da Costa.
Lançado em Castro Verde no passado dia 28 de Novembro, o livro teve uma segunda apresentação na Escola Secundária de Almodôvar e brevemente serão feitas apresentações nas bibliotecas de Aljustrel e Odemira.