Castro Verde: Correio do Alentejo passa a ter edição quinzenal
O jornal Correio Alentejo anunciou hoje que passa a ter
edição quinzenal, a partir de sexta-feira, para se “reposicionar” no
mercado editorial da região, após ter passado de semanal a mensal, em
setembro de 2012, devido à crise.
“O difícil período de crise que afetou o sector não está
superado”, mas a manutenção da periodicidade mensal “encerra riscos que
precisamos de travar”, explica o jornal, num comunicado enviado à
agência Lusa.
O jornal referiu que pretende “ganhar um novo impulso”, o que
“poderá ser alcançado com uma periodicidade mais baixa”, como a
quinzenal, e “com um novo posicionamento geográfico, que vai emprestar
maior proximidade entre conteúdos e leitores”.
O Correio Alentejo, que mudou a redação de Beja para Castro
Verde, em fevereiro de 2013, refere que irá focar os seus conteúdos nos
concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Beja, Castro Verde, Ferreira do
Alentejo, Mértola e Ourique.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Câmara de Moura procura “Padrinhos de Leitura”
Por Rádio Pax
A Câmara Municipal de Moura retoma o projecto “Padrinhos de Leitura”. A
iniciativa insere-se na 34ª Feira do Livro de Moura, que vai decorrer
entre os dias 26 de Março e 6 de Abril.
O projecto consiste no donativo de um apoio financeiro por parte de
instituições e empresas do concelho aos alunos que frequentam o
pré-escolar e o 1.º ciclo do ensino básico público e particular.As entidades que se associam à iniciativa tornam-se “padrinhos de leitura” e, através do apoio financeiro proporcionado, os alunos apadrinhados adquirem livros na Feira do Livro de Moura.
A Câmara de Moura revela que mais de 90 entidades já se associaram a este exemplo “de solidariedade e responsabilidade social”.
A Biblioteca Municipal Urbano Tavares Rodrigues está neste momento a divulgar a iniciativa junto de diferentes entidades, sob o lema “Solidariedade nas páginas de um livro e no sorriso de uma criança”.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
LUGARES E PALAVRAS DO ALENTEJO
Coletânea de Contos, Poemas, Crónicas e Memórias da imensidão alentejana. - PARTICIPA!
Regulamento:
1.O prazo inscrição e envio de textos decorre até 31 de maio de 2014.
2. Os textos devem ser enviados em suporte informático (tipo word) e remetidos para editora@lugardapalavra.pt
3. Serão admitidos textos do género lírico (poemas), narrativo (contos) ou ensaio (crónica, memórias, etc), que serão alvo de seleção por um júri.
4. Cada autor poderá participar com um ou vários textos, que pode(m) ocupar até um máximo de cinco páginas, sendo que cada página corresponde a um conjunto de 1700 caracteres (incluindo espaços) ou 1400 caracteres (sem espaços), para os contos, crónicas e memórias, ou até 60 linhas de verso (incluindo espaços de transição de estrofe e eventuais versos demasiadamente longos).
5. A ordem de publicação obedecerá a um critério a definir, posteriormente, pela organização.
6. Os autores podem utilizar pseudónimo, embora sejam obrigados a identificar-se e o seu nome ser incluído na breve biografia a constar do livro.
7. Os autores devem enviar uma curta nota biográfica, que será publicada, com um máximo de 600 caracteres, incluindo espaços.
8. O tema de todos os textos é o ALENTEJO, os seus lugares, as suas gentes e tradições.
9. No caso de a organização entender que o número de participantes não é suficiente para a edição do livro, os textos serão publicados on.line no site da editora Lugar da Palavra e enviado um exemplar em formato pdf a todos os participantes. A organização é soberana na seleção dos textos a incluir na obra.
10. Todos os textos serão alvo de revisão, com vista a apresentar um trabalho da maior qualidade possível, comprometendo-se, obviamente, a organização a nunca desvirtuar o original do autor.
11. Os participantes disponibilizam os seus textos exclusivamente para a presente publicação, sendo-lhes, reconhecido o seu direito de autor (pelo qual assumem essa responsabilidade), mas não serão pagos quaisquer direitos patrimoniais. Ou seja: o participante envia textos da sua autoria (se já publicados, com a respetiva autorização competente) e cede-os exclusivamente para o fim em questão, não resultando da sua publicação a obrigação da editora de pagamentos de direitos patrimoniais ao autor.
12. Os casos omissos a este regulamento serão decididos pelo júri de seleção.
Regulamento:
1.O prazo inscrição e envio de textos decorre até 31 de maio de 2014.
2. Os textos devem ser enviados em suporte informático (tipo word) e remetidos para editora@lugardapalavra.pt
3. Serão admitidos textos do género lírico (poemas), narrativo (contos) ou ensaio (crónica, memórias, etc), que serão alvo de seleção por um júri.
4. Cada autor poderá participar com um ou vários textos, que pode(m) ocupar até um máximo de cinco páginas, sendo que cada página corresponde a um conjunto de 1700 caracteres (incluindo espaços) ou 1400 caracteres (sem espaços), para os contos, crónicas e memórias, ou até 60 linhas de verso (incluindo espaços de transição de estrofe e eventuais versos demasiadamente longos).
5. A ordem de publicação obedecerá a um critério a definir, posteriormente, pela organização.
6. Os autores podem utilizar pseudónimo, embora sejam obrigados a identificar-se e o seu nome ser incluído na breve biografia a constar do livro.
7. Os autores devem enviar uma curta nota biográfica, que será publicada, com um máximo de 600 caracteres, incluindo espaços.
8. O tema de todos os textos é o ALENTEJO, os seus lugares, as suas gentes e tradições.
9. No caso de a organização entender que o número de participantes não é suficiente para a edição do livro, os textos serão publicados on.line no site da editora Lugar da Palavra e enviado um exemplar em formato pdf a todos os participantes. A organização é soberana na seleção dos textos a incluir na obra.
10. Todos os textos serão alvo de revisão, com vista a apresentar um trabalho da maior qualidade possível, comprometendo-se, obviamente, a organização a nunca desvirtuar o original do autor.
11. Os participantes disponibilizam os seus textos exclusivamente para a presente publicação, sendo-lhes, reconhecido o seu direito de autor (pelo qual assumem essa responsabilidade), mas não serão pagos quaisquer direitos patrimoniais. Ou seja: o participante envia textos da sua autoria (se já publicados, com a respetiva autorização competente) e cede-os exclusivamente para o fim em questão, não resultando da sua publicação a obrigação da editora de pagamentos de direitos patrimoniais ao autor.
12. Os casos omissos a este regulamento serão decididos pelo júri de seleção.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
450 livros "saem" das prateleiras da biblioteca
Fonte: Município de Monforte
Para além de inúmeras outras intervenções que a Biblioteca Municipal de Monforte tem tido ao longo dos seus 19 anos de existência, comemorados recentemente, é a proximidade que sempre manteve com a comunidade escolar do concelho que mais contribui para distinguir a sua atividade.
phoca thumb l 018-450-livros-saem-das-prateleiras-da-biblioteca-132Essa relação entre a Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas do Concelho de Monforte consolida-se, essencialmente, através da realização de múltiplas iniciativas dirigidas às crianças e jovens que frequentam os estabelecimentos de ensino pré-escolar e dos 1º, 2º e 3º Ciclos, abrangendo igualmente, em muitas situações, os bebés e crianças da Creche da Santa Casa da Misericórdia de Monforte.
“Ao teu colo oiço um conto” e “Dar Vida aos Livros” são duas dessas iniciativas. A primeira destina-se a proporcionar às crianças de colo os primeiros contactos com os livros, suscitando-lhes a curiosidade por esse mundo mágico da leitura, enquanto “Dar Vida aos Livros” envolve os restantes alunos dos referidos ciclos do Ensino Básico.
Todos os meses compreendidos pelos períodos correspondentes aos anos letivos, técnicos da Biblioteca deslocam-se aos estabelecimentos escolares para fazer a leitura de uma história, normalmente encenada, e onde entregam uma mala de madeira que contém obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura e que poderão se requisitadas ao longo desse mês.
Por outro lado, e sendo uma atividade itinerante, um dos principais objetivos destas iniciativas é aproximar as crianças das freguesias rurais do Concelho, mais isoladas, proporcionando-lhes uma forma para que possam usufruir das valências oferecidas por esse serviço do Município de Monforte sem terem que deslocar-se à sede de Concelho.
Ao todo, são 450 os títulos das histórias que saem das prateleiras da Biblioteca Municipal de Monforte e que, assim, se dão a conhecer a dezenas de crianças que, em casa, as partilham com os seus pais, irmãos, avós.
Para além de inúmeras outras intervenções que a Biblioteca Municipal de Monforte tem tido ao longo dos seus 19 anos de existência, comemorados recentemente, é a proximidade que sempre manteve com a comunidade escolar do concelho que mais contribui para distinguir a sua atividade.
phoca thumb l 018-450-livros-saem-das-prateleiras-da-biblioteca-132Essa relação entre a Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas do Concelho de Monforte consolida-se, essencialmente, através da realização de múltiplas iniciativas dirigidas às crianças e jovens que frequentam os estabelecimentos de ensino pré-escolar e dos 1º, 2º e 3º Ciclos, abrangendo igualmente, em muitas situações, os bebés e crianças da Creche da Santa Casa da Misericórdia de Monforte.
“Ao teu colo oiço um conto” e “Dar Vida aos Livros” são duas dessas iniciativas. A primeira destina-se a proporcionar às crianças de colo os primeiros contactos com os livros, suscitando-lhes a curiosidade por esse mundo mágico da leitura, enquanto “Dar Vida aos Livros” envolve os restantes alunos dos referidos ciclos do Ensino Básico.
Todos os meses compreendidos pelos períodos correspondentes aos anos letivos, técnicos da Biblioteca deslocam-se aos estabelecimentos escolares para fazer a leitura de uma história, normalmente encenada, e onde entregam uma mala de madeira que contém obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura e que poderão se requisitadas ao longo desse mês.
Por outro lado, e sendo uma atividade itinerante, um dos principais objetivos destas iniciativas é aproximar as crianças das freguesias rurais do Concelho, mais isoladas, proporcionando-lhes uma forma para que possam usufruir das valências oferecidas por esse serviço do Município de Monforte sem terem que deslocar-se à sede de Concelho.
Ao todo, são 450 os títulos das histórias que saem das prateleiras da Biblioteca Municipal de Monforte e que, assim, se dão a conhecer a dezenas de crianças que, em casa, as partilham com os seus pais, irmãos, avós.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
"Deste temporal de (te) amar" de Filipe Chinita
́ um novo longo poema.romance / – quase – a uma só voz / em vários ritmos / e tempos / que uno se quer / na diversidade que o compõe. / a vida aos 21 anos. entre janeiro e setembro de 77 / entre moscovo.leninegrado.kiev / berlim.alentejo.lisboa. / o amor e a lenta aprendizagem / da ausência.da saudade / da dor.da solidão / da ternura / do desejo – apesar da distância – / sua (in)experiência.e circunstância(s) / sonhos.e visões do mundo / palavras.e silêncios / nesse crucial / ano 77 // . // um jovem de 21 anos / que (como) se balanceia a si próprio. / à luz do seu passado. de todo o passado humano. / à luz de dois semestres de materialismo / histórico e dialéctico / que está prestes / a terminar. / à luz do inesperado amor na urss vivido / de uma grandeza que não julgava poder existir. / e decerto maior e único porque lá ocorrido. / à luz do fulgurante ano – de setembro a setembro – / em que – quase – tudo / o que na vida há / lhe vem a / braços. / aos seus ainda tenros braços / de combatente / e amante // . // fjO AUTOR:
Filipe Chinita nasceu na quinta dos pretos em 11 de novembro de 1955, e cresceu na aldeia/vila de Escoural concelho de Montemor‐o‐ Novo publicou em 2009 os seus dois primeiros livros de poesia: o poema gente povo todo o dia, e a duo com manuel gusmão, cantata pranto e louvor, em memória de casquinha e caravela, que nos elucidam quanto à sua umbilical ligação com o alentejo, a luta anti‐ fascista, e o tempo em que foi revolucionário a tempo inteiro, entre 1974 e 1980 em 2012 publicou na editora colibri do tamanho das nossas vidas, escrito a duas mãos, em moscovo, em 1976, onde se encontram inscritos aqueles que foram os primeiros poemas que guardou mas também maior é o povo aqui é campo maior na página a página, 2o volume do tríptico sobre o alentejo a revolução e a reforma agrária, que gente povo todo o dia inaugurou e que chão e povo além do Tejo breve fechará publica‐se agora nesta mesma editora colibri deste temporal de (te) amar continuação temporal de do tamanho das nossas vidas fazendo cair o pano sobre o tempo de moscovo tem ainda fechados para editar dois outros livros, de cariz diverso que se ainda contemplam o alentejo dele simultaneamente se libertam 3º andar jardim suspenso e leonor leononoreta
Editora Colibri
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
"Terra da Paciência" de Francisco Ceia
«(...) Anda lá, desembucha, palerma... senão levas outra! Foi a rabuja do sargento, já de mão no ar, perante a estupefacção do bispo, e do acólito. Sancho pigarreou... como se a espinha de um peixe do mar, que nunca vira, e o mais certo seria, jamais lhe pôr a vista em cima, sentir na sua orla, o formigueiro das areias quentes na planta dos pés, receber os salpicos das ondas... talvez aqui neste relato, e por enquanto, que a vida dá muitas voltas, sabe‐se lá... assentasse melhor, no engasgo do lanceiro, metáfora condicente com a personagem... olha, carocito de azeitona... seja, faça‐se a vontade ao livre arbítrio, de quem encena estas peripécias, em admiráveis ermos interiores... na terra da paciência. (...) (...) Na terra da paciência, hão‐de outro dia, estar dedos calejados e hábeis, encanastrando a prestimosa cestaria... cúmplices, uma vida inteira, de outros, femininos, curvos e doridos... que, neste preciso instante... de aflijo e segredo, seguram firmes o caldeiro, e vão derramando devagarinho, água fervente, na meia barrica, para tempero da que lá habita, pois sendo ela tão escassa, há que lhe dar o melhor proveito: Aonde já se viu...? ... aonde... ? ... com este bafo apertando a noite... tem a quem sair friorento, o rapaz... bom, bom... mais outro caldeirinho igual a este, e vai ter água morninha pelas barbas... anda, vai chamá‐los, e despacha‐me esse fogareiro, quero tudo queimadinho... ah... não te esqueças, traz a farpela que os moços vestiam... aqueles camisotes... cor do vinho estragado... marcha tudinho... farrapito, percevejos, pulgas e restante bicheza... nem um se salva, nem um...!. (...)»
Francisco Ceia é natural de Portalegre. Em 1976 frequenta o curso de teatro e inicia a sua carreira artística como actor profissional no CENDREV – Évora. Em Janeiro de 1980 funda, em Portalegre, a Companhia de Teatro profissional «Teatro do Semeador». Compõe música para teatro e participa como actor em peças para a R.T.P. A convite desta estação é o pivot da série “A Casa do Mocho Sábio”, onde conjuga o trabalho de actor, músico e autor das canções e genérico do programa. Em 1995, a convite da Companhia de teatro do Porto «Seiva Trupe», integra o seu elenco no musical “Ópera do malandro”, de Chico Buarque. Em Maio de 1997 participa em Cáceres, no Festival Internacional da
World Music, “WOMAD”, e, em 1999, no 36.o R.T.P. da Canção.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Entrevista a Paulo Monteiro
Entrevista a Paulo Monteiro, no i.
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