Fonte: Obra de Nuno de Figueiredo conquista Prémio Florbela Espanca - Cultura - Sol
A obra "Longo Caminho para Casa", de Nuno de Figueiredo, de Coimbra, foi
a vencedora do Prémio Literário Florbela Espanca 2013, dedicado à
poesia e promovido pelo município de Vila Viçosa, revelou hoje a
autarquia.
No valor de 2.500 euros, o galardão, criado em 1981 pela
Câmara de Vila Viçosa, tem uma periodicidade bienal - sendo
alternadamente atribuído a poesia e ficção - e destina-se a premiar
obras literárias inéditas de língua portuguesa, independentemente da
nacionalidade do autor.
O júri decidiu também atribuir uma menção
honrosa à obra "Lamento das Casas Felizes", de Miguel Aires de Campos,
de Sieci Firenze, Itália.
A edição de 2013 do concurso, dedicada à
poesia, contou com 308 trabalhos inéditos de expressão portuguesa, de
autores das mais variadas nacionalidades.
"Longo Caminho para
Casa", a obra vencedora, será editada em primeira edição pela Câmara
Municipal de Vila Viçosa, numa tiragem de 500 exemplares.
Com este
galardão, o município pretende promover, divulgar e apoiar actividades
culturais de âmbito literário e, simultaneamente, homenagear a poetisa
Florbela Espanca, natural de Vila Viçosa.
Florbela Espanca, autora
do "Livro de Mágoas", "Livro de Soror Saudade", "Charneca em Flor" ou
"Juvenília", é considerada uma das mais brilhantes poetisas de língua
portuguesa de todos os tempos.
A poetisa nasceu em Vila Viçosa, a
08 de Dezembro de 1894, tendo falecido em Matosinhos, na noite de 07
para 08 de Dezembro de 1930, com 36 anos.
Florbela Espanca foi
sepultada naquela localidade do norte, mas os seus restos mortais foram
depois trasladados para o cemitério de Vila Viçosa.
Lusa/SOL
quinta-feira, 13 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Opinião por Entre as Letras: D. Teresa de Távora, A amante do rei de Sara Rodi
fonte: Entre as Letras
de Sara Rodi
Editora: Esfera dos Livros
Páginas: 304
PVP: 18.50
Opinião:
Quem
vai acompanhando este meu cantinho sabe que eu gosto muito de ler
romances históricos (sobre reis ou romances de época); não me perguntem
porquê, simplesmente gosto de saber que estou a ler sobre algo que
aconteceu no passado e que estou a aprender com isso.
Este
livro foi especialmente engraçado e bom de ler pois falava de uma
mulher que não tinha quaisquer problemas em dizer o que queria (mesmo
que as coisas que outras raparigas da sua idade não eram capazes de
dizer com a vergonha). Esta sua personalidade e boa aparência chamava à
atenção de todos os homens e Teresa sabia disso, tanto sabia como
gostava dessa atenção. Especialmente quando cai nas graças do rei e se
torna sua amante.
É
sempre bom conhecer a vida de uma portuguesa que viveu antes de nós e
que não tinha vergonha de ser quem era. Principalmente, quando o livro
está bem escrito e se torna fácil de ser lido.
Mal posso esperar por ler o outro lido desta escritora: "D. Estefânia, um trágico amor".
Sobre Sara Rodi:
Sara Rodi escreveu
o primeiro «livro» aos 6 anos, para oferecer à professora... e desde
então nunca mais parou. Conquistou alguns prémios, mas foi no romance
que se destacou quando, em 2000, com 22 anos, lançou A Sombra dos Anjos e
Frio (reeditado em 2011). Enveredou depois pela área do guionismo e
participou na escrita de inúmeras novelas, como Queridas Feras, Mundo
Meu ou Vingança e séries para televisão como Uma Aventura ou
Maternidade. Criou, com Ana Correia Tavares, O Livro da Minha Vida, que
se dedica à publicação de biografias personalizados com edições
limitadas. A maternidade fê-la render-se à literatura infanto juvenil e
tem já editados mais de 20 livros para o público mais jovem, que leva a
escolas e bibliotecas de todo o país.
Inês Santos
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Opinião por O tempo entre os meus livros - D. Teresa de Távora, A Amante do Rei de Sara Rodi
fonte: O tempo entre os meus livros
Edição/reimpressão: 2013Páginas: 304
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896264826
É na voz de D.Teresa que Sara Rodi nos remete para o séc. XVIII, mais propriamente para os anos de 1738 e seguintes, passando pelos sangrentos 1755 (Terramoto de Lisboa) e 1759 (todo o processo dos Távora que culminou com a execução daquela família).
Quem nos fala não é uma mulher perfeita e tem consciência disso. Questiona as suas atitudes, interroga-se sobre aquilo que quer, comete erros e reflete sobre eles. D.Teresa, em jeito de confidência, conta-nos os seus segredos e as suas preocupações, sentindo-se um mero peão em jogos de poder que a ultrapassam completamente. Ama livremente numa época em que isso não é bem visto: as mulheres vêem-na como uma rameira e sentem medo dela; os homens, cobiçam-na.
Mas Teresa questiona também o papel da mulher na sociedade, prometida que estava, desde que nasceu, a seu sobrinho Luís Bernardo. Questiona a fé e o papel da Igreja, as profecias que justificavam os grandes desastres da natureza, como foi o terramoto, através dos pecados cometidos pelos homens.
Este tom intimista, que a autora soube tão bem reproduzir, revela uma imaginação surpreendente tanto mais que só se conhecem os traços gerais da vida de D. Teresa. O que achei espectacular ao fazer esta leitura foi o conseguir aperceber-me quais os factos verídicos que estão por detrás desta história e quais os que saíram da imaginação de Sara Rodi, sem que isso viesse a desfavorecer esta estória. Bem pelo contrário!
Retratar D.Teresa foi, sem dúvida um desafio superado com mestria. As suas ideias revolucionárias e complexas para a época mas também algo ingénuas foram soberbamente postas no papel e levam-nos a criar uma certa empatia com o seu sentir, o seu viver e o seu sofrer!
A capa traduz na perfeição o interior deste livro. Bela, sensual e algo indomável, Teresa de Távora foi alguém que pensava para mais além do que era permitido às mulheres... A autora soube introduzir neste carácter rebelde algumas questões filosóficas como o livre-arbítrio e a predestinação, enriquecendo o romance e tornando-o mais interessante para o leitor.
Recomendo esta leitura, sobretudo para aqueles que gostam de um bom romance histórico!
Terminado em 26 de Agosto de 2013
Estrelas: 5*+
Sinopse
Quando Lisboa tremeu por debaixo dos seus pés, D. Teresa de Távora recordou cada uma das palavras premonitórias que o padre Malagrida lhe escrevera. Cada grito desesperado que ouvia nas ruas destruídas da cidade eram a prova de que era ela a causadora de toda aquela desgraça. Os seus atos pecaminosos. A sua beleza, a sua sensualidade, o adultério vergonhoso que envolvia a sua relação amorosa com o rei de Portugal… Depois do sucesso de D. Estefânia, Um trágico amor, Sara Rodi regressa à escrita para nos contar a extraordinária história de D. Teresa de Távora a amante do rei D. José I. Narrado na primeira pessoa e baseado numa minuciosa pesquisa, somos levados a conhecer a vida desta mulher que viveu no século XVIII. Um século marcado pelo trágico terramoto de Lisboa, a ascensão ao poder de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, e o sangrento processo dos Távora. Nesse fatídico dia de 13 de janeiro de 1759, D. Teresa viu morrer no cadafalso o seu marido Luís Bernardo, o irmão, o sogro, a sogra D. Leonor, cunhados e sobrinhos. Perdeu o nome Távora, arrancado da toponímia e dos brasões, manchado pela vergonha para todo o sempre, e perdeu a liberdade por que tanto havia lutado. D. Teresa de Távora não foi casta. Não praticou grandes obras. Não foi uma esposa fiel. Foi apenas mulher. E esta é a sua história.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
O mágico mundo de Carlos Campaniço - opinião de Mário Rufino
fonte: diário digital
Mário Rufino
Carlos Campaniço (n. 1973, Moura)
construiu um extraordinário universo literário, onde cintilam personagens
memoráveis.
“Os demónios de Álvaro Cobra”, editado
pela Teorema, é um livro que merece toda a atenção dos leitores e da crítica
literária.
Medinas, a fictícia aldeia alentejana onde
habita a família Cobra, só tem uma porta de entrada e outra de saída. Nela se
entra pela primeira página do livro, dela se sai pela última página. Não há
mapa que a indique.
Dentro dessa aldeia de pagãos, novos cristãos
e judeus, o importante peso da igreja católica na moral é inferior à
superstição, aos costumes e aos mitos ancestrais. Por lá passam um anarquista
que ensina a escrever e a ler, uma prostituta, dona de um bordel, que deseja
casar as suas “meninas” com os homens mais ricos, uma cadela que adivinha o
tempo, um pássaro que canta, sem nunca errar, em sincronia com a hora exacta e
grifos e mais grifos…
Enquanto visita esse maravilhoso ambiente
criado por Carlos Campaniço, o leitor vai conhecendo as estranhas
peculiaridades de cada membro da família Cobra, principalmente de Álvaro.
“ (...) aquela era uma família insólita: o
marido com suas singularidades inusitadas e suas coleiras de epítetos; a
bisavó, quem sabe, a mulher mais velha do mundo; a cunhada, doente com febre
toda uma vida; e a sogra com duas mãos desiguais.”
A história de “Os demónios de Álvaro
Cobra” é de abnegação, sofrimento, de derrotas e de vitórias. É uma história
sobre o peso do destino e a (in) capacidade para o construir.
A pergunta essencial para a compreensão
deste romance cedo se impõe:
Até quando aguentará Álvaro Cobra tanta
dor?
O leitor tem, nas suas mãos, um romance de
personagens. A narração vai apresentando várias peripécias que tanto podem
provocar tristeza ou alegria; serem violentas ou ternurentas, fatalistas ou de
esperança. O principal objectivo desses acontecimentos é provocar uma atitude,
um gesto, uma palavra, que permita ao autor/leitor assistir a determinado
comportamento.
Carlos Campaniço não deixa “pontas
soltas”. Tudo está lá por alguma razão. Mais cedo ou mais tarde, o leitor
entenderá o objectivo de determinado acontecimento.
A realidade imposta pelo visível e
tangível é manipulada de forma coerente e credível.
É inevitável a referência ao realismo
mágico. Neste aspecto, o autor parece seguir os mesmos caminhos de Garcia
Márquez (Medinas em vez de Macondo), Riço Direitinho (características de
algumas personagens de “breviário das más inclinações”), ou de alguma
literatura nórdica.
O trabalho lexical é muito relevante. Os
regionalismos estão presentes em abundância. O próprio autor faz questão de o
mencionar.
“ Até cento e oitenta e duas palavras,
capturadas ao regionalismo local, que não coabitavam no seu léxico da Língua
Portuguesa, eram berberismos e arabismos falados apenas em Medinas. Mencionou
como exemplo, abrindo os braços à multidão, o nome da praça onde estavam
reunidos.” Pág. 94
“Os demónios de Álvaro Cobra”, obra
vencedora do Prémio Literário de Almada 2012, é um livro marcante devido à
capacidade do seu autor em criar e descrever, com muito equilíbrio, um ambiente
singular onde habitam personagens que provocam empatia e estranheza no leitor.
O leitor não se esquecerá de Álvaro Cobra.
Mário Rufino
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Opinião por Páginas com memória: D. Teresa de Távora A Amante do Rei de Sara Rodi
fonte: Páginas com Memória
A primeira descoberta que se faz com esta leitura é a da sagacidade com que Sara Rodi trata a História.
Tanto
porque lhe adiciona parte da sua imaginação de forma imperceptível para
a leitura, mas sem deixar que a ficção se confunda irremediavelmente
com os factos, como porque sabe integrar o contexto da História sem
O livro poderia até ser transformado numa ferramenta de ensino atraente, desde que contextualizado.
Mas o prazer maior vem de algo que afectará as leitoras - e, neste caso, o género é importante - de maneira muito mais pessoal.
A
protagonista do livro é um exemplo de pensamento feminino, e até
femininista, que entra em confronto com a sua época e com alguns dos
Visto que se torna amante do rei, ganhou já uma liberdade de costumes que se prolongará para o seu pensamento.
As suas reivindicações e dúvidas falam, primeiro, dos seus desejos num tempo em que as mulheres os não deveriam ter.
A
dimensão individual extravasa para a consciência social da sua época,
para o papel da mulher evidentemente, mas ainda para o papel subjugado
da própria Humanidade aos desígnios que a Igreja, por exemplo, tem sobre
as pessoas.
Um domínio sobre o
livre alvedrio de cada um ao impôr leituras muito estritas acerca dos
fenómenos naturais, por exemplo, já que este é um tema que tocará
directamente a vida de D. Teresa de Távora.
Em
serviço desta ligação do mundo à sua volta e dos detalhes da sua
própria vida está a escolha que Sara Rodi fez para o registo na primeira
pessoa.
Muitas vezes tornada numa confissão, cria uma sensação de diálogo com o leitor, que receberá melhor a protagonista.
Uma
mulher muito bem traçada, com defeitos e peculiaridades que poderemos
censurar mas que aceitamos melhor como pontos de equilíbrio para uma
mulher que surge como protagonista por ter sido amante do D. José I.
Mas cujo verdadeiro protagonismo neste livro é o de mulher em confronto - pelo menos, confronto próprio - com o seu tempo.
De
sobremaneira, é por não ser perfeita e por a escritora não ter
expugnado as suas faltas, que D. Teresa de Távora se torna uma guia tão
interessante pelo século XVIII.
Não
fosse por estar imiscuída com um lado mais sórdido do reino, não
poderia a ficção inseri-la em tantos momentos relevantes e
transformadores.
Pelo percurso
desta mulher chegaremos a conhecer as tragédias que se abateram sobre
Lisboa e sobre os próprios Távoras. As tragédias que haveriam de vincar o
nome do Marquês de Pombal na memória colectiva.
Ela
dá-nos uma visão da História com uma perspectiva de leitura histórica
pouco habitual, o que faz com que o livro nos esclareça tanto quanto nos
exige que reflictamos sobre o que se passou no período da vida desta
mulher.
Dar protagonismo a uma
amante é, de certa forma, entrar na História por uma porta lateral.
Mesmo se, neste caso, se trata de uma porta que nunca esteve escondida.
Mas
não importa por onde entremos, pois também essa porta lateral vai
permitir que constatemos a magnificência do edifício que se ergue para
lá dela.
Autor: Sara Rodi
Editora: Esfera dos Livros
Páginas: 304
Género: Romance Histórico
Joana Dias
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Opinião de Roda dos Livros: "Os demónios de Álvaro Cobra" - Carlos Campaniço

“Quando Álvaro Cobra a despiu com os seus dedos grossos e
desajeitados e a pôde, finalmente, ver nua sobre a cama, pensou que se
tratava de um milagre, num tempo em que já não havia milagres sobre a
Terra, por se ter esgotado a capacidade inventiva dos santos ou a
benevolência pedregosa dos homens. Todavia, do mal dos divinizados não
padecia o lavrador Álvaro Cobra, que possuía uma imaginação sem
arreios…”
Carlos Campaniço oferece-nos uma galeria de personagens
inesquecíveis, que vão de um anarquista à dona de um bordel ambulante, e
recicla de forma original o realismo mágico para revisitar as virtudes e
os defeitos das pequenas comunidades rurais do nosso Portugal.
Tendo como editora, Maria do Rosário Pedreira, a obra de Carlos Campaniço foi editada em Abril de 2013 pela Teorema, chancela do Grupo Leya. O mesmo título foi destacado com o Prémio Literário Cidade de Almada 2012
É nessa imaginação sem arreios que Carlos Campaniço traz até
ao leitor um livro que é puro deleite. Este «Os demónios de Álvaro
Cobra» é uma preciosidade tal qual o seu Alentejo, na aldeia de Medinas,
e que lhe serve de pano de fundo para todas as maleitas dos Cobra, uma
família cheia de eventos e raridades que tocam o bizarro.O retrato rural, mágico e até surreal do nosso Alentejo é muito bem recheado com personagens assombrosas e dignas de “se lhe tirarem o chapéu”. Se o próprio Álvaro Cobra é uma achado, a avó centenária não lhe fica atrás ou a irmã brasa, mesmo meio morta, não deixa de dar mais vivacidade à história.
Se as maleitas e enguiços associados à tenacidade ímpar dos Cobra é por si só dúbia, junte-se ainda, cristãos (precocemente convertidos), árabes e judeus, tudo em ampla convivência, num Alentejo que se reinventa por entre cultos pagãos para uma nova fé monoteísta!?
Para além de religião e culto, encontramos também lendas e mitos associados não só às tradições populares alentejanas, como também do cunho cultural e geográfico herdado da ocupação árabe. O próprio autor afirma a necessidade de se escrever sobre o que se sabe, passando assim ao leitor uma maior credibilidade e conferindo um papel mais forte e real a toda a história.
Apesar de toda a magia que envolve e caracteriza o desfile de personagens deste romance, reconhecem-se nos traços pessoais de muitos deles, muitos de nós, actuais ou antepassados, demonstrando uma óptima análise do ser-se português nas palavras rebuscadas e sonhadoras do autor.
Carlos Campaniço brinda às gentes da aldeia e presta-lhes uma homenagem. É nesta passagem de testemunho que se imortaliza a tradição oral das estórias das gentes, das bichanisses que se cochicham e das histórias orelhudas, que de tanto serem contadas passam a ser verdadeira. Apesar de negra, a história é rica em graciosidade. É a linguagem, é a forma como o autor enlaça os acontecimentos e as personagens, conferindo, mesmo aos regionalismos mais brutos uma certa magia que os tornam belos.
É quase impossível destacar partes deste livro, pois são inúmeras e tenho o livro todo etiquetado, mas existem frases que são verdadeiras tiradas de mestre e nos transportam para uma outra dimensão de pensar a realidade. A ideia da solidão da morte e de o morto (o pai Cobra) não conseguir conviver com essa mesma solidão. Ou o recuo do exército de sapos, não pelos desígnios de deus, mas pelas mezinhas de nómada de Clarinha. Talvez a piada com o nome do padre Jesuíno (Je, do pai e suíno da mãe) ou outras tantas, sejam ainda mais do que o são, se lermos as entrelinhas… a religião pensada com o pragmatismo das gentes simples e que procuram a paz na opinião alheia… a importância de Miss Margot e os pares de pernas de deusas que vêm aliviar as noites… neste livro até o sexo tem cheiro a terra e os dissabores brutos das intempéries.
A própria ligação dos personagens à terra ou a comunicação paranormal com os animais, vista como bruxaria em algumas vezes, mas solução divina, quando assim é preciso. A divagação sobre o credo e tendências de culto tida nas páginas 94 e 95 é simplesmente deliciosa e por certo um pouco de todos nós se revê nalguma daquelas imagem – afinal de contas quem é não vai à apanha da espiga e põe o raminho atrás da porta!?

Em suma, os demónios que apoquentam Álvaro Cobra podem ser os que atormentam qualquer homem, nem santo nem bruxo, esta é uma história dos homens, onde a fé, a dor, o amor, a solidão, a morte, a tristeza e a alegria convivem todos os dias, tornando-nos parte da terra, parte do pó dos dias!
Este livro chamou-me pela primeira vez à atenção pelo título, depois o amigo e conselheiro de leituras Jorge Navarro leu e recomendou e logo de seguida, também Mário Rufino, leu e destacou e como tal, não me poderia passar ao lado. Mais tarde apanho também a entrevista que aconteceu antes do lançamento e na qual gostei bastante de ouvir o autor.
Neste Verão chegou a oportunidade de o ler e fico muito feliz de só agora me despedir dele, revisitando-o e escrevendo sobre ele, pois foi mais uma oportunidade de saborear algumas das passagens que fui destacando.
Para quem ainda não leu, leia! Boas Leituras.
“O Circuito do Livro” é o novo projecto da Biblioteca Municipal de Ourique.
Fonte: Rádio Pax
Mostrar o percurso do livro desde que a Biblioteca o adquire até chegar às estantes, através de uma visita guiada, é o objectivo desta iniciativa. Este projecto teve início este mês e dirige-se às escolas.
Cristina Ernesto, directora da Biblioteca de Ourique, refere que se pretende “dar a conhecer o trabalho que se faz numa Biblioteca”, nomeadamente o trabalho documental. A mesma responsável considera que é interessante os alunos conhecerem o trabalho da Biblioteca.
Mostrar o percurso do livro desde que a Biblioteca o adquire até chegar às estantes, através de uma visita guiada, é o objectivo desta iniciativa. Este projecto teve início este mês e dirige-se às escolas.
Cristina Ernesto, directora da Biblioteca de Ourique, refere que se pretende “dar a conhecer o trabalho que se faz numa Biblioteca”, nomeadamente o trabalho documental. A mesma responsável considera que é interessante os alunos conhecerem o trabalho da Biblioteca.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Castro Verde: Correio do Alentejo passa a ter edição quinzenal
Castro Verde: Correio do Alentejo passa a ter edição quinzenal
O jornal Correio Alentejo anunciou hoje que passa a ter
edição quinzenal, a partir de sexta-feira, para se “reposicionar” no
mercado editorial da região, após ter passado de semanal a mensal, em
setembro de 2012, devido à crise.
“O difícil período de crise que afetou o sector não está
superado”, mas a manutenção da periodicidade mensal “encerra riscos que
precisamos de travar”, explica o jornal, num comunicado enviado à
agência Lusa.
O jornal referiu que pretende “ganhar um novo impulso”, o que
“poderá ser alcançado com uma periodicidade mais baixa”, como a
quinzenal, e “com um novo posicionamento geográfico, que vai emprestar
maior proximidade entre conteúdos e leitores”.
O Correio Alentejo, que mudou a redação de Beja para Castro
Verde, em fevereiro de 2013, refere que irá focar os seus conteúdos nos
concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Beja, Castro Verde, Ferreira do
Alentejo, Mértola e Ourique.
O jornal Correio Alentejo anunciou hoje que passa a ter
edição quinzenal, a partir de sexta-feira, para se “reposicionar” no
mercado editorial da região, após ter passado de semanal a mensal, em
setembro de 2012, devido à crise.
“O difícil período de crise que afetou o sector não está
superado”, mas a manutenção da periodicidade mensal “encerra riscos que
precisamos de travar”, explica o jornal, num comunicado enviado à
agência Lusa.
O jornal referiu que pretende “ganhar um novo impulso”, o que
“poderá ser alcançado com uma periodicidade mais baixa”, como a
quinzenal, e “com um novo posicionamento geográfico, que vai emprestar
maior proximidade entre conteúdos e leitores”.
O Correio Alentejo, que mudou a redação de Beja para Castro
Verde, em fevereiro de 2013, refere que irá focar os seus conteúdos nos
concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Beja, Castro Verde, Ferreira do
Alentejo, Mértola e Ourique.
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