quarta-feira, 30 de julho de 2014

"Florbela, Apeles e eu" de Vicente Alves do Ó

Florbela, Apeles e eu
Autor: Vicente Alves do Ó
Chancela: Chá das Cinco
Data 1ª Edição: 18/07/2014
ISBN: 9789897101090
Nº de Páginas: 288


Um romance intenso e inspirado no filme de sucesso do autor

Florbela Espanca casa pela terceira vez. É mulher, nora, irmã, filha, amiga. É tudo, menos poeta. Vive entre a realidade de Matosinhos e a ficção de uma outra existência que abandonou no papel. E todos os dias se questiona, todos os dias é real na sua guerra privada entre aquilo que os outros querem e aquilo que ela ambiciona. É neste intervalo mágico e possível que o autor se revela.

É neste período entre o casamento com o Doutor Lage e a morte do irmão Apeles que tudo acontece, numa viagem ao mais íntimo poema de uma mulher que viveu fora do corpo, fora do género, acima do chão, rasgando a condição e tentando sempre encontrar uma verdade que nunca chegou. Ou será que chegou? Nesta viagem iniciática, Florbela, Apeles e o autor questionam tudo ou questionam a existência pura do sonho e da vida - como se todos nós fossemos feitos do desejo, da dor e dessa constatação trágica de não saber viver.

Entrevista a Carlos Campaniço no Jornal I

Entrevista a Carlos Campaniço no Jornal I:

“Apeteceu-me ser escritor ao ler o 'Cem Anos de Solidão'"

Melides e Carvalhal com biblioteca na praia até ao final de agosto

Fonte: Local.pt



O Município de Grândola oferece a todos os veraneantes uma Biblioteca na Praia em Melides e no Carvalhal, com mais de cinco centenas de publicações, entre livros, jornais e revistas. Até 25 de Agosto, de segunda a sexta-feira, entre as 10h e as 17h, o sol e o mar são o cenário perfeito para muitas e tranquilas leituras à beira mar.

Promover a leitura em tempo de férias, é o objetivo da Biblioteca na Praia, um projeto da Câmara Municipal de Grândola, que nasceu nos anos 90 e que se traduz num serviço gratuito de cultura e informação.

A Biblioteca na Praia reúne um conjunto de 500 publicações que são renovadas quinzenalmente. Diariamente são disponibilizados para consulta no local e empréstimo na praia, livros, jornais diários e semanários, revistas, pequenos contos, banda desenhada e alguns livros úteis.

A Biblioteca na Praia destina-se a adultos, jovens e crianças e funciona de forma muito simples: para requisitar um livro ou qualquer outra publicação, basta apresentar no local um documento de identificação.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Opinião - "27 Acrobacias sobre (quase) a mesma coisa




Antes de Mais nada serve este post também para avisar que esta opinião é de Clarinda Cortes (clique no link para aceder ao seu blog), feita propositadamente e em especial para o Alentejo Literário.



O livro compila o olhar e o trabalho sobre a igualdade de género de 27 escritores/as e artistas e foi editado no âmbito do projecto ‘Igualdade faz o meu Género’.

Escrevem:

António Coelho, Cristina Santos,Frederico Pinto, Lúcia Lima, Mara Alves, Maria Filomena Fernando, Natália Tost, Olinda Gil, Rita Carvalho, Rui Ângelo Araújo, Sandra Serra, Sofia Catarino, Teresa Barão, Vítor Encarnação.
Ilustram:
António Santos Cygny, Cláudia Banza, Eric Cuadrado, Helena Lousinha, Henrique Figo, Joaquim Rosa, João Lourenço, Nuno Carvalho, Patrícia Alves, Pep Gavaldà, Rodrigo Saias, Sofia Catarino, Vanda Palma.

Opinião por Clarinda Cortes


Começo primeiramente por referir que não sou uma leitora assídua de contos. Assim sendo, a minha opinião será pessoal, simples e sem grandes pontos de comparação ou fundamentação. Apesar disso, ultimamente li duas ou três compilações em forma de contos e gostei bastante. As "27 acrobacias - sobre (quase) a mesma coisa" é um livro de contos de vários autores sobre um tema comum: a igualdade de género. O livro, além dos textos, conta ainda com ilustrações de vários artistas em cada conto. O conjunto resultou numa belíssima obra que decerto encantará os seus leitores.

Como já referi é um livro cujos textos falam de igualdade de género, falam de mulheres e sobre mulheres, falam da sua luta na senda da igualdade. Essa luta acompanhou-as através da história e mantém-se ativa nos nossos dias. Cada vez mais há necessidade de lutar pela igualdade, o que é bastante triste e incompreensível. Temos direito a ser mulheres, a ser humanas e iguais mas, na maioria das vezes, essa igualdade é ainda uma miragem.

Com escritas muito diferentes, muito ricas, em prosa e até de forma mais poética, os vários autores transportam-nos para a vida, para os sonhos e para os avanços e recuos da luta de quem é igual por direito e tão diferente porque a sociedade assim a tornou.

Cada conto deste livro, cada imagem a si associada, ensina-nos da igualdade e o poder das mulheres, e apresenta-nos a beleza e a paz que só uma mulher é capaz de transmitir. São várias mulheres, várias vidas, várias lutas, são as nossas lutas, somos nós mesmas numa só e em todas as mulheres e em todas as estórias retratadas.

Obrigada Olinda, por me proporcionar esta bela leitura que me encantou também a nível da ilustração. Este livro é uma preciosidade que merece ser amplamente divulgada!




quinta-feira, 24 de julho de 2014

"Ervas, Usos e Saberes" de José Salgueiro


Plantas Medicinais no Alentejo e outros Produtos Naturais

Autoria: José Salgueiro
Colaboração com a entidade: Associação de Desenvolvimento Local de Montemor-o-Novo (MARCA)
Temas: Etnografia, Saúde, Medicina Natural, Agricultura e Mundo Rural, Alentejo
Ano: 2013
422 páginas
ISBN: 978-972-772-999-9
Edições Colibri

Sinopse:
O autor explora neste livro o mundo das plantas e as suas aplicações medicinais. Os ensinamentos maternos, o convívio com gente do campo e artífices, a leitura, mas sobretudo a experiência que foi adquirindo ao longo de muitos anos, fez de José Salgueiro, mestre das plantas, autodidacta mas também homem atento à ciência. Este livro é um importante contributo para uma inventariação da flora e dos seus usos locais, constituindo um riquíssimo testemunho de um mundo rural que desaparece.

O autor:
José Salgueiro nasceu em 1919 no Monte da Boavista, concelho de Montemor-o-Novo. Filho de rurais, muito novo começou a trabalhar para o sustento da família. Foi aguadeiro em feiras e romarias, vendedor de sardinha pelos montes da região, trabalhador rural, ceifou, esgalhou e tratou de hortas. Aos 14 anos foi aprendiz de sapateiro, profissão que só deixaria aos 50 para se dedicar às plantas medicinais. Desde então Mestre Zé Salgueiro entregou-se ao estudo, colheita, secagem e venda de ervas. Com uma experiência e saber acumulados ao longo de toda a sua vida dedicou os últimos a escrever um testemunho sobre a sua intensa relação com as plantas e o território.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Opinião: "Suão" de Vítor Encarnação




Ser-se escritor normalmente é um acto de solidão. Mas não é sempre um acto de solidão: quando não é, em lançamentos, encontros, almoços e que tais, conhecem-se pessoalmente pessoas que ouvimos falar, outras com quem contactamos online. Finalmente a realidade. Mesmo para mim que já sou das geração das tecnologias, é algo muito importante.
No dia do lançamento do livro “27 acrobacias sobre (quase) a mesma coisa, conheci Vitor Encarnação, autor com alguns trabalhos publicados e muitos textos saídos no Diário do Alentejo. Trocámos cromos, se assim lhes podemos chamar.
“Suão” foi o cromo com que fiquei. Um livro pequeno, de um só conto, que foi “Prémio Casa do Alentejo 2011”. Um conto que fala dos outros tempos, em que a vida não era fácil nem para brincadeiras, mas onde havia muita amizade e muita luz. Um conto que fala da luta que todos fizeram para dias melhores, e que todos continuamos a fazer apesar dos tempos tão diferentes. Um conto que também fala de saudade e de legado às gerações mais novas. Um conto para ler, claro!