domingo, 7 de dezembro de 2014

"Searas Vermelhas de Abril" de Francisco do Ó Pacheco


A ação do livro passa-se em 1975, durante a Reforma Agrária no Alentejo, vista pelos olhos de um prospetor bancário e de uma jornalista. Acompanha o início da reforma, com as primeiras ocupações das herdades abandonadas, a formação das cooperativas e os trabalhos desenvolvidos para transformar as terras incultas em terras produtivas.
Em simultâneo, “Searas Vermelhas de Abril” foca-se na ocupação da Empresa de Concentrados de Alvalade pelos seareiros e agricultores de tomate da zona, acontecimento real que ocorreu em fevereiro de 1975 e que o autor acompanhou na primeira pessoa.
O título do livro é evocativo deste período da história contemporânea portuguesa a vários níveis, recordando o período revolucionário do 25 de Abril, a designação dada às searas de tomate e o nome de uma união de 22 cooperativas agrícolas, com mais de 2000 cooperantes, criada na altura na região de Alvalade.

"Escrito na Cal" de José A. Movilha


Trata-se de uma coletânea de depoimentos em prosa e em verso, sobre Armando Alves, artista plástico natural de Estremoz e com projeção internacional.

O livro, publicado pela editora "Modo de Ler", tem prefácio de Isabel Pires de Lima e reúne textos de 53 autores, entre os quais Albano Martins, António Simões, Eduardo Lourenço, Eugénio de Andrade, Herberto Helder, Hernâni Matos, José Saramago, Luís Veiga Leitão, Mário Cláudio, Urbano Tavares Rodrigues e Vasco Graça Moura.

"Terra Firme" de José Navarro de Andrade

Quando percorremos os corredores do supermercado e vamos enchendo o carrinho, estamos a tomar decisões cujas consequências remontam à origem da cadeia de produção alimentar. Às vezes, por mais incrível que pareça, as escolhas que fazemos estão no princípio e não no fim de todo um processo agro-industrial.
 Este livro propõe uma viagem à descoberta do lugar onde começam os alimentos. Quem o ler, passará um ano numa herdade do Alentejo e acompanhará duas histórias: a evolução de uma terra severa e difícil, que atravessou distintas épocas e sofreu consideráveis mudanças; e o relato da produção agrícola contemporânea, cheio de sobressaltos e muita tenacidade.
O gesto quotidiano de comprar comida guarda mais surpresas do que julgamos – ora prove…

Fundação Francisco Manuel dos Santos

Feira do livro de Mértola ou uma maneira diferente de promover a leitura

Fonte: Notícia BAD

A última semana de novembro é, de há mais de um quarto de século a esta parte, marcada por uma animação pouco comum na histórica vila de Mértola. A pretexto da participação na feira do livro anual, as crianças das diversas escolas do concelho visitam a vila para um mergulho no mundo dos livros. É vê-los correr entre as estantes, em que se encontram dispostos os livros, com os sacos dos tesouros já comprados balançando ou contando as moedas que restam, para ver se ainda dá para mais um; e depois, já mais calmos, assistir de olhos espantados, às maravilhas dos contos ou do teatro que os aguardam, antes do regresso a casa.

Nem só os mais pequenos têm, na Feira de Mértola, direito a uma receção especial. Num concelho marcado por um forte envelhecimento da população, uma atenção particular aos mais idosos é, também, uma preocupação da organização. Os diferentes núcleos da Universidade Sénior são levados até à feira, com direito a um leque de atividades que lhes são especificamente destinadas.

Os autocarros e carrinhas da Câmara Municipal mobilizam-se e desdobram-se, para garantir o transporte de todos e o vaivém é permanente, nos dias em que decorre o evento.

Mas a Feira do Livro de Mértola é uma festa onde cabem todos. O programa tem atividades para todos tipos e gostos. Sessões de contos, apresentação de livros, espetáculos musicais, teatro, dança… e livros, muitos livros, de todos os géneros, sobre todos os temas e para todos os gostos. Sobretudo, com preços reduzidos, porque o Natal aproxima-se e não há presente melhor para miúdos e graúdos. Aqui entra uma particularidade desta feira: todos os livros saem devidamente embrulhados e enfeitados com fitas coloridas, muitos deles vão direitinhos às árvores de natal das famílias de Mértola ou de quem por lá passa nesses dias.

A Feira já correu vários espaços na vila, durante a sua já longa existência. Amadurecida, instalou-se no Salão dos Bombeiros Voluntários, espaço que parece ter sido feito à sua medida. É esse o local de passagem obrigatória, durante a última semana de novembro. Porque é lá o ponto de encontro para o café depois do almoço, mas, sobretudo, porque é lá que milhares de livros aguardam, pacientemente, pelos seus leitores.

É enternecedor assistir a este encontro de livros e leitores, ao piscar de olhos que se vão fazendo mutuamente e, finalmente, vê-los sair juntos num namoro que se prevê feliz. E são muitos os livros que vão ficando por cá. Anualmente mais de um milhar.

Afinal, uma Feira como muitas outras. Talvez.

Livro sobre Elvas na Idade Média galardoado com prémio da Academia Portuguesa de História

Fonte: Terra Alentejana

Este livro fala do nascimento de Elvas. Há vestígios de povoamento humano no seu território desde fases pré-históricas, mas as primeiras menções escritas a Elvas e à existência do seu núcleo urbano surgem nas obras de geógrafos e de cronistas de uma Idade longa a que, no Ocidente, se convencionou chamar de Média. Porém, é nos séculos de domínio islâmico – no quadro do desaparecido al-Andalus – que a cidade se revela, possivelmente não muito distante da fase em que se funda Badajoz. Mas, poder-se-á dizer que é uma fundação «árabe»? E, ao ser integrada nos domínios do reino de Portugal, as marcas da sua pertença ao al-Andalus ter-se-ão apagado por completo? É para algumas destas questões que esta obra propõe algumas respostas. Sem pretender abranger todos os aspectos das dinâmicas e do quotidiano dos primeiros séculos de vida de Elvas, este livro atravessa os séculos do domínio islâmico, tenta interpretar o processo de incorporação desta cidade no jovem reino de Portugal e a forma como soube gerir a sua nova posição de fronteira em face de um reino vizinho, também ele conquistador de terras do Sul, com o qual sempre existirão relações e cumplicidades – mais que conflitos, que também houve. É uma outra Elvas que então se afirma; será uma das principais portas do reino, crescerá em número de habitantes e em área urbanizada, e nas suas ruas e campos cruzar-se-ão judeus, cristãos e muçulmanos até finais do século XV.

O cante Alentejano, Património da Humanidade no cartoon de Luís afonso


Alcácer do Sal: Feira do Livro já está de portas abertas

Fonte: Rádio Miróbriga

A 18.ª Feira do Livro & Mostra de Produtos Tradicionais de Alcácer do Sal já está de portas abertas na Biblioteca Municipal da cidade.

O certame que vai estar decorrer até ao dia 14 de dezembro foi inaugurado ontem à noite com a presença do Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal e do restante executivo.Pela feira vão passar os escritores Francisco Ceia, Rute Canhoto, Daniela do Rosário, Maria Teresa Lopes e Pedro Chagas Freitas.

No âmbito da programação, dia 5 de dezembro, às 21 h, a alcacerense Rute Canhoto apresenta “Redimidos”, o terceiro volume da saga Perdidos, que vai estar à disposição do público nesta Feira do Livro.

Dia 6 de dezembro, pelas 17 h, a jovem escritora Daniela do Rosário apresenta o livro “O Verdadeiro amor nunca morre”, cuja ação decorre em Alcácer do Sal.

A feira pretende proporcionar um espaço de animação e cultura à população, assim como mais uma alternativa para compras de natal. Os livros vão ter um desconto entre os 20 e os 40%. A feira do livro vai ter diariamente uma exposição de livros para venda, onde constam as novidades literárias e edições mais antigas em promoção.

Nos dias 12, 13 e 14 o espaço da feira vai contar com a presença das doceiras de Alcácer do Sal, Mafalda Fernandes e Rita Fura que vão trazer produtos próprios.

Destaque ainda para a música com os espetáculos de artistas locais, Susana Pedro e Maria Mirra.

O certame funciona de segunda a quinta-feira das 10h00 às 19h00, encerra das 12h30 às 14h30 e sexta-feira, sábado e domingo, o horário é alargado de acordo com o programa de atividades.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Grândola: Biblioteca recebe 30ª Feira do Livro


Fonte: Antena Miróbriga

A Biblioteca Municipal de Grândola recebe a 30ª edição Feira do Livro que abre ao público na próxima sexta-feira (28) às 19h, com propostas que vão dos clássicos da literatura às mais recentes novidades do universo das letras.

Até 8 de Dezembro, a Feira do Livro, uma das principais iniciativas de âmbito cultural que a Câmara Municipal de Grândola organiza anualmente, apresenta aos amantes da leitura centenas de livros que traduzem a participação de cerca de 50 editoras.

O certame proporciona a aquisição de livros a preços especiais, e muitas promoções. Os “Livros do Dia” nas secções adulto, juvenil e infantil, que apresentam um desconto de 10% sob o preço de feira, ou um “Fundo de Catálogo” - edições mais antigas de alguns títulos – a preços mais reduzidos, são exemplo.

Com a arte nas palavras, a Feira do Livro tem uma programação paralela com uma oficina de ilustração para crianças, sessões de apresentação de livros com a presença dos autores, espectáculos de teatro pela Andante – Associação Artística e Salto no Escuro – Grupo de Teatro de Animação, e o “Ciclo Cinema e Literatura”.

 A apresentação do livro de Marco Taylor “A Árvore que Paria Meninos”  (dia 29) marca o inicio da programação, numa sessão em que a autor promove uma exposição das ilustrações do livro e uma oficina de ilustração para crianças.

O “Ciclo Cinema e Literatura” decorre na Biblioteca Municipal com a exibição de “Homem Duplicado” baseado no livro homónimo de José Saramago, “A Culpa é das Estrelas” baseado no livro de Jonh Green e “Grand Budapest Hotel” inspirado na obra de Stefan Zweig.

A Feira do Livro e todas as iniciativas associadas têm entrada livre.