A Biblioteca Municipal de Estremoz (BME) iniciou, em 2015, um novo projeto de promoção do livro e da leitura.
Todas as primeiras e terceiras quintas-feiras de cada mês às 10h, a BME promove “5ªs de Encantar”, sessões de leitura animada/encenada com livros, objetos, fantoches…para crianças do pré-escolar e do 1º ciclo das escolas do Concelho.
As atividades de animação à volta dos livros e das histórias lidas ou contadas, denominadas usualmente por “Hora do Conto”, são hoje em dia um valioso instrumento no despertar do gosto e do prazer pela leitura.
Conquistar ”pequenos” leitores passa por lhes transmitir a magia dos livros de uma forma lúdica, encenada e animada, dando-lhe ferramentas para estimular a imaginação e curiosidade para continuarem sozinhos nessa aventura/descoberta.
A atividade requer inscrição prévia nos três dias que a antecedem, na Biblioteca Municipal ou pelo telef.: 268 339 225.
Outra atividade da BME, os “Contos à 6ª”, que decorre todas as sextas-feiras de cada mês, às 17h45, é destinada a famílias (pais e filhos, avós e netos…) e público em geral.
Como a leitura e os livros não se esgotam no contexto de sala de aula e porque as famílias deverão ter um papel ativo em todo o desenvolvimento das crianças, incluindo no desenvolvimento do gosto pela leitura.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Câmara de Odemira promove atividade e concurso para divulgar a banda desenhada
«Várias exposições e um ateliê são atividades inseridas numa iniciativa promovida pela Câmara de Odemira, Beja, para divulgar a banda desenhada, que inclui também um concurso nacional com um prémio de 500 euros para o primeiro classificado.
A BDTECA, Mostra de Banda Desenhada de Odemira, decorre até ao final de março, na Biblioteca Municipal José Saramago, com o objetivo de "divulgar este género artístico" e "estimular a criatividade", indicou hoje o município em comunicado enviado à agência Lusa.» Ler no Diário Digital.
A BDTECA, Mostra de Banda Desenhada de Odemira, decorre até ao final de março, na Biblioteca Municipal José Saramago, com o objetivo de "divulgar este género artístico" e "estimular a criatividade", indicou hoje o município em comunicado enviado à agência Lusa.» Ler no Diário Digital.
"Doidas, Doidas, Doidas... andam as Mamãs" de Inês Guerreiro Relvas
A autora é natural de Grândola, onde concluiu o ensino secundário.
Em Lisboa, onde reside, dá início a este projeto, que surge após o nascimento da filha e a publicação no facebook uma espécie de diário com as peripécias do dia-a-dia de uma mãe. Passados três anos e meio reúne todos os textos, que depois de compilados deram origem ao livro "Doidas, Doidas, Doidas... Andam as Mamãs".
O livro foi publicado com dinheiro angariado através de uma campanha de crowdfunding na PPL. De acordo com indicação da autora, após regularização dos custos associados à publicação, os donativos excedentes são entregues à instituição de solidariedade Raríssimas www.rarissimas.pt
domingo, 28 de dezembro de 2014
"Não há Seda nas Lembranças" de Jorge Serafim
Páginas: 168
Editor: Âncora Editora
ISBN: 9789727804740
Sinopse
Há um prédio onde cada inquilino tem uma dor para contar, despertando tempos que já foram e dias que ainda são. Com o pretexto de contar a história de Maria Paloma, refugiada da guerra civil de Espanha, o narrador vai desfiando as histórias que têm feito a vida de cada um dos seus vizinhos. Há um barbeiro, guardador das memórias de Beja e amante das famosas Lettres Portugaises de soror Mariana Alcoforado. Há uma senhora de Angola que acende chamas nas palmas das mãos desde o dia em que perdeu o filho no campo de concentração do Tarrafal. Há um marido que acredita que a esposa o traiu com o silêncio porque o filho nasceu mudo. Há um primo de Catarina Eufémia e searas de cabelos negros. Há um rapaz aprisionado nas almas dos pássaros que matou. Há um sábio alagado em gramática. Há um relojoeiro a quem as vítimas da desgraça recorrem para que altere o bater do tempo passado. Há uma solteirona chamada Mónica Lisa de sorriso enigmático. Há um apaixonado que engordou das palavras que não lhe disse. Há uma avó que resolve medos contando contos. Há um homem que semeia palavras novas para lhe florescerem outros sentidos. E uma mãe que só cometeu um pecado na vida, o de roubar um dicionário e descobrir neste a palavra utopia. Neste cruzar de vidas, o narrador tece uma teia que entrelaça com fios de memória, as invasões francesas, as lutas liberais, a guerra civil de Espanha, a guerra do ultramar, estórias de vida e de morte, de amor e humor com o dia-a-dia de um bairro no tempo em que as estradas eram para os moços jogarem à bola e correrem livres como os pássaros no céu.
Entrevista a Margarida Vale de Gato no Expresso
"A minha primeira poesia era sobre chuva e choro. Hoje seria prosa, ou sobre chuva e pólvora"
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"Travessias Contos Migratórios" de Dora Nunes Gago
Esta colectânea de contos foi tecida no seio de múltiplas travessias: geográficas, reais, ficcionais, além-mundo e além tempo, já que "migratória" será sempre a própria essência dos sonhos, da literatura e da vida.
O ponto de partida são precisamente os Contos do Rio da Prata, fruto da vivência no Uruguai, do conhecimento das suas gentes e cultura. Seguidamente, serão outras as travessias apresentadas, outros os espaços e os mundos configurados, sobretudo, através da ótica das diversas personagens femininas.
"A Infâmia" de Inês Lampreia
Editora Pasárgada
Site da autora
Uma pequena comunidade num alto montanhoso, um juiz isolado no sopé do vale e uma mulher selvagem são os elementos desta estória que nos transporta para um universo psicológico e emocional aparentemente simples que logo nos demonstra submergir nas mais densas e perturbantes falências e condicionalismos da acção humana. Rodeada pela persistência da natureza que impera forçando-a a uma condensada vegetação, a comunidade encerra o cenário da “novela exemplar”, representando todas as outras comunidades de todos os possíveis lugares. A estória ilustra a possibilidade de um ideal comunitário, mas também a denúncia de um mundo tão mesquinho quanto vital – paradoxos inquestionáveis dos nossos tempos. Pois, por detrás de uma aparente tolerância colectiva, o desdém cresce silencioso.
"A Gaveta da Memória" de Manuela Sabino
Número de páginas: 506
ISBN: 978-989-51-1015-5
Chiado Editora
Sinopse
Ana, portuguesa nascida em Alcoutim, passa aí a sua infância, de onde parte, depois de concluídos os estudos liceais em Faro, para a Universidade de Coimbra, onde se enamora de Pablo, espanhol, nascido em Encinasola, refugiado da guerra civil espanhola, em Barrancos, com quem inicia uma vida em comum e de quem tem uma filha. Ambos, na infância, cada um na zona onde habita, sofrem o efeito das ondas de choque resultantes do eclodir da guerra civil espanhola. Desencontros, reencontros, perdas irremediáveis, sofrimentos, alegrias, reflexões sobre os dois regimes da Península, o de Salazar e o de Franco, pontuam a sua história.
A morte de Salazar, o 25 de Abril em Portugal, a morte de Franco são acontecimentos que geram mudanças nas sociedades portuguesa espanhola. Acende-se a esperança no porvir, sem perder a memória das dores passadas, alimenta-se a alegria de viver, fazendo sempre o que é possível para que a verdadeira paz possa ganhar consistência.
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