domingo, 27 de outubro de 2013

Guiné-Bissau: As minhas memórias de Gabu” de José Saúde

“Nesta obra relato factos verídicos por mim vividos enquanto prestei serviço militar obrigatório, sendo o meu destino final uma comissão na Guiné, numa fase em que a guerra atormentava o mais incauto comum dos mortais. Felizmente tive, aliás, tivemos, a sorte de nos depararmos com dois tempos diametralmente opostos: a guerra e a paz.”
(o autor in “Guiné-Bissau: As minhas memórias de Gabu”).

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Feira do Livro de Aljustrel


de 25 a 29 de Outubro de 2013

XII - Feira do LIvro, no Parque de Exposições e Feiras.

Durante a Feira estarão patentes exposições de: pintura do NAVA, e trabalhos das crianças do Pré-escolar de Aljustrel; Fotografia "Obsessão" de Cláudia Banza.

Dia 28
10h00 e 15h00 - Teatro "O Fogo É Nosso Amigo" pelo Vicenteatro, para crianças do Pré-escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico.

A partir das 21h 30- Apresentação do livro "Guiné-Bissau: as minhas memórias de Gabu 1973/74" de José Saúde; seguida de música com o grupo "A Moda Mãe"

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Opinião de "Dentro do Segredo" de José Luis Peixoto por Diana Marques

Diana Marques, no seu blog Papéis e Letras deixou uma opinião da sua leitura da obra Dentro do Segredo de José Luis Peixoto:

Título: Dentro do Segredo: Uma Viagem na Coreia do Norte
Autor: José Luís Peixoto
Editora: Quetzal
Páginas: 236
Sinopse:
"Desde o interior da ditadura mais repressiva do mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo. Em abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte. 

Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos. 

A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito sobre nós próprios."

Opinião:
A minha mãe ofereceu-me este livro pouco depois de ele ter sido publicado e estava ali na minha estante a pedir que eu o lesse. Habituada à sua escrita e fã da obra de José Luís Peixoto sabia, mais ou menos, o que esperar do autor. Assim, Peixoto leva-nos consigo à viagem que fez ao regime mais fechado do mundo: a Coreia do Norte. São-nos relatados os preparativos anteriores à viagem e a viagem em si. 

Gostei bastante deste livro pela viagem que nos é relatada. A descrição das pessoas, dos locais, das diferenças atrozes no contexto social e político entre nós, ocidentais, e os norte coreanos, todas as restrições que são impostas aos turistas que lá conseguem ir, a idolatração dos seus líderes... Neste sentido, é um livro fascinante por nos transportar para um local do qual sabemos muito pouco, sobre o qual a informação é escassa e por podermos perceber as impressões do autor sobre aquele país. Dá-nos a impressão de que o povo da Coreia do Norte vive num estado de ilusão perpétua (forçada, provavelmente) e de glorificação dos seus líderes através dos vários monumentos e museus que foram construídos em sua homenagem.

Contudo, senti falta da magia da prosa de José Luís Peixoto. Faltou-me qualquer coisa a que estava habituada nos livros anteriores dele. Tudo bem que o que li dele foi ficção, e este livro não o é. Logo, o registo é diferente. Mas achei que o livro é simplesmente uma descrição de pessoas, sítios e momentos. É possível ficarmos espantados com algumas cenas que nos são descritas, mas não com a linguagem utilizada.

De forma geral é um bom livro de viagens e, ainda mais, sendo esta uma viagem para um país fechado ao Ocidente, o que o torna interessante nesse aspecto. Mas a escrita não é brilhante, não nos faz virar as páginas sofregamente. Nesse aspecto soube-me a pouco, embora tenha gostado do livro.

4/6 - Bom

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Cartas de Mariana reeditadas em livro

Notícia retirada de Correio do Alentejo.

A editora Alêtheia acaba de publicar Cartas de uma religiosa portuguesa, em que colige as cinco cartas atribuídas à freira bejense Mariana Alcoforado.
Reza a história que as cartas terão sido enviadas pela religiosa a um oficial do Exército francês, acabando por publicadas em Paris no ano de 1669.
Nesta edição da Alêtheia as cartas são acompanhadas por uma introdução de Sofia d’Oliveira, na qual é colocada a questão da autoria que suscitou várias dúvidas, nomeadamente a Jean-Jacques Rousseau, que afirmou que as mulheres “não sabem descrever ou sentir o amor” e apostou que estas tinham sido escritas por um homem.
Mariana Alcoforado deu entrada, aos 11 anos, no convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja, e ter-se-á apaixonado pelo oficial do Exército francês Nouel Boton a quem franqueou a entrada na sua clausura.
Esta transgressão causou escândalo e o militar teve de fugir para Paris, prometendo vir buscar Mariana que lhe escreveu cartas que “começam com palavras de esperança e depois acabam em incerteza e abandono”, escreve Sofia d’Oliveira.
As cartas, lê-se na introdução, “ficariam para sempre para a história da literatura mundial como um clássico das paixões impossíveis e desesperadas”.
Mariana foi entretanto nomeada abadessa, tendo morrido, em 1740, aos 83 anos.
Estas cartas deram origem a várias peças de teatro e até a poemas e fados como “Sina das Marianas”, de João Linhares Barbosa, do repertório de Mariana Silva.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Obras de Ruy Ventura

Literatura Tradicional da Serra de São Mamede (Castelo de Vide, Marvão e Portalegre)
Autor: Ruy Ventura
Edição: 47 páginas
Apenas Livros
Recolha in loco de romances religiosos orais na serra de São Mamede, Alentejo 

Com este opúsculo se inicia a edição de uma parte da literatura
tradicional da serra de São Mamede, espaço do Nordeste Alentejano
encostado à fronteira da Extremadura espanhola que compreende
os concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre.
Constituindo uma tentativa de sistematização e classificação do
vastíssimo património literário oral que se foi produtransmitindo ao
longo de séculos nessa região, não tem contudo esta publicação e
outras que se sigam propósitos de exaustividade. Se se procura dar
divulgação impressa ao maior número possível de textos e variantes,
o organizador desta iniciativa tem consciência de que muito
ficará por apresentar nestas páginas sem pretensão.
Este caderno pediria um estudo introdutório que enquadrasse os
textos e a região onde foram produzidos e/ou difundidos. Não é
este contudo o tempo nem o espaço para tal empreendimento. Com
um mínimo de aparato fica assim disponível uma parte da memória
colectiva desses três municípios em que a desertificação demográfica,
social e cultural vai acentuando uma inquietante erosão cuja
velocidade vertiginosa levará decerto à perda da maior parte destes
textos, quebrada que está quase por completo a sua cadeia de transmissão.
Publicar este conjunto de artefactos literários é, também,
conservá-los e dar-lhes um pouco de sopro vivificador, embora permaneça
a angústia de ver obras vivas e abertas transformadas em
múmias ou relíquias, pertencentes a um tempo rural e cíclico que
nunca mais voltará tal como muitos de nós ainda o conhecemos.
Talvez assim, contudo, tenham nova existência – e uma garantia de
futuro.
A transmissão de uma boa parte dos textos de literatura oral
deveu-se às mulheres que, anonimamente, quase em segredo, foram
mestras na sua memorização e na sua reprodução criativa. É por
isso inteiramente justo que dedique este primeiro caderno a quem
continua a ensinar-me e a incentivar-me (Felicidade Ventura, minha
mãe; Maria Tavares Transmontano e Maria Guadalupe Alexandre,
amigas e investigadoras, tão atentas quanto discretas) e a quem já
faz parte do meu panteão pessoal, por dívidas imateriais que nunca
pagarei (Rosária da Conceição Pedro, minha avó materna; Maria
Josefa Baptista, minha avó paterna; e Maria da Liberdade Fernandes Alegria, minha amiga de quase quarenta anos. Que a terra lhes seja
leve.)


Orações, encomendações, ensalmos e esconjuros
Autor: Ruy Ventura
Edição: 68 páginas
Apenas Livros


domingo, 20 de outubro de 2013

Ourique aposta forte na promoção da literatura



Ourique aposta forte na promoção da literatura (notícia avançada pelo Correio do Alentejo).


De acordo com dados do portal estatístico “Pordata”, criado pela Fundação Francisco Manuel Santos, Ourique é o município português que mais investe em literatura.
Segundo as contas do portal, a Câmara Municipal ouriquense dedica 56% do seu orçamento para despesas em cultura e desporto à literatura.
Para o presidente da Câmara de Ourique o investimento em literatura nada mais é do que parte de uma estratégia mais abrangente de aposta no conhecimento.
A par da Biblioteca Municipal Jorge Sampaio, inaugurada em 2010, com uma equipa que se desloca às freguesias, da realização de cerca de 600 actividades de promoção da leitura e de acesso ao livro, o investimento alarga-se a outras áreas complementares.
“Investimos nas escolas, nos equipamentos pedagógicos e nas novas tecnologias. Apoiamos cerca de 80 alunos com bolsas de estudo no ensino superior. É um investimento amplo e muito significativo que tem o cuidado de não deixar ninguém de fora, de mobilizar todos, sobretudo as novas gerações para um conhecimento mais qualificado”, refere ao "CA" o autarca Pedro do Carmo.
A distinção do Município de Ourique por parte do portal “Pordata” surge em plena época de contenção orçamental generalizada, onde Ourique não é excepção.
No entanto, é nos momentos de maiores dificuldades, defende Pedro do Carmo, que o poder local deve fazer mais e melhor, nomeadamente nas áreas “que respeitam às vivências das pessoas”.
“O concelho de Ourique é um concelho com uma população idosa significativa, com atrasos em muitas áreas que nos últimos oito anos temos tentado inverter. E a aposta no conhecimento, na literatura e na educação é essencial para inverter esse atraso, o que estamos a conseguir. A nossa responsabilidade é preparar no presente as gerações do futuro. E quanto melhor preparadas estiverem maior é o sucesso da nossa terra”, sublinha.
A grande aposta da autarquia ouriquense na literatura tem sido mais incisiva e original nas faixas etárias mais novas, como forma de investimento futuro e fomento precoce no gosto pela leitura e pelo livro.
Actividades como as oficinas de mediação leitora “De pequenino é que se torce o livrinho” (onde são feitas as mais diversas actividades lúdicas relacionadas com determinadas histórias e livros), as horas do conto, sessões com contadores de histórias, com a participação dos estabelecimentos escolas e pré-escolares do concelho, têm servido para aguçar o interesse dos mais novos, explica a responsável pela Biblioteca de Ourique, Cristina Ernesto.
“Os mais novos interessam-se mais pela literatura, talvez porque trabalhamos os livros e as histórias de forma diferente. Mas o que temos visto é que as actividades que fazemos com eles faz com que eles voltem e procurem aquele livro específico ou um que se relacione com determinado tema que trabalhámos, e vemos esta evolução com a quantidade de livros que cada aluno requisita por mês. Penso que é uma boa estratégia. Se é a única? De certeza que não, mas é um bom começo para mudar o futuro”, refere.

sábado, 19 de outubro de 2013

lançamento de "O Prazer dos Estranhos" de Rui Herbon - Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca

notícia retirada de Local.Pt


SANTIAGO DO CACÉM – No próximo sábado, dia 19 de outubro, às 16h00, decorre, na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém, o lançamento do livro O Prazer dos Estranhos, de Rui Herbon, vencedor da 9.ª edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

A obra vencedora foi anunciada o ano passado, ano em que decorreu a 9.ª edição do Prémio.
Rui Herbon fez carreira, durante 10 anos, na área das tecnologias de informação, em empresas do setor financeiro. Em 2001, resolveu fazer uma pausa para escrever um romance. Desde então dedica-se exclusivamente à escrita.
Publicou os romances Voar como os pássaros, chorar como as nuvens: um filme português (Prémio Eixo-Atlântico de Narrativa Galega e Portuguesa), em 2004; Absinto – a inútil deambulação da escrita (Prémio António Paulouro), em 2005; Os girassóis, em 2008; e O romper das ondas (Prémio Cidade de Almada), em 2008. Em 2010, foi publicado o conto A chave (Prémio Branquinho da Fonseca de Conto Fantástico).

Em 2008, venceu o Prémio Maria Matos com a obra dramatúrgica Masoch e, em 2010, conquistou o Grande Prémio do Teatro Português com o texto O álbum de família (editado pela Imprensa Nacional Casa da Moeda), levado à cena pelo Teatro Aberto em 2011.
Participou em diversos encontros literários e, em 2009, esteve na residência de escritores Hald Hovedgaard, na Dinamarca.